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12/01/2010 - 22h18

Kirchner qualifica Redrado de 'invasor' no BC argentino

BUENOS AIRES, 12 Jan 2010 (AFP) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, qualificou nesta terça-feira de "invasor" o titular do Banco Central, Martín Redrado, destituído pelo Executivo mas mantido na instituição por decisão da Justiça.

"Como se explica um ex-presidente do Banco Central convertido em invasor do BC?" - perguntou a presidente durante um ato na Casa de Governo.

"Do que precisa um invasor? Necessita de um tipo de juíza delivery, que atenda todos os pedidos da oposição, como ocorreu na sexta-feira (...) para restituir este funcionário", disse Kirchner em referência à magistrada María José Sarmiento, que cancelou a demissão de Redrado.

Na semana passada, Kirchner exigiu a renúncia de Redrado, após o presidente do BC rejeitar seu projeto para a criação de um fundo, com 6,5 bilhões de dólares das reservas do Banco Central, visando ao pagamento da dívida pública com vencimento em 2010.

Diante da negativa de Redrado de abandonar o BC, Kirchner o demitiu por decreto, mas a decisão foi revogada por Sarmiento.

A presidente também citou a decisão do juiz federal americano Thomas Griesa, que congelou parte das reservas do Banco Central argentino nos Estados Unidos, e culpou "funcionários argentinos".

Segundo Kirchner, não é possível que detentores de 'fundos podres' tenham a "cumplicidade de funcionários argentinos para se apoderar dos fundos do Estado nacional, do povo".

A Justiça americana embargou hoje 1,7 milhão de dólares dos depósitos do BC argentino em Nova York no processo promovido pelo fundo de investimentos Elliott Management.

O fundo de investimentos comprou 2 bilhões de dólares da dívida argentina em 'default' e luta para receber o dinheiro desde 2005.

Ao comentar a decisão da Justiça americana, o ministro argentino da Economia, Amado Boudou também disparou contra Redrado, a quem se referiu como "ex-presidente do Banco Central.

"Parece que os (detentores de) fundos podres têm escritórios e representantes em Buenos Aires, inclusive dentro dos órgãos do Estado, e parece que estão defendendo os interesses dos fundos podres", disse Boudou em clara referência a Redrado, destituído por Kirchner mas mantido no cargo por decisão da Justiça argentina.

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