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14/01/2010 - 19h47

Sequenciamento do genoma de vespas abre caminho a inseticidas limpos

Cientistas americanos sequenciaram o genoma de três espécies de vespa, revelando numerosas características que poderiam permitir o desenvolvimento de novos inseticidas naturais, segundo seus trabalhos publicados nesta quinta-feira.

As "vespas parasitas" que, em geral, possuem apenas alguns milímetros, são muito benéficas porque atacam e destroem numerosos insetos nocivos.

Estas vespas, das quais foram recenseadas 600.000 espécies, põem seus ovos no hospedeiro, como os pulgões e as lagartas, matando-o.

"Sem elas e outros predadores naturais, seríamos literalmente invadidos por insetos nocivos", explica John Werren, biólogo da Universidade de Rochester (Estado de Nova York, nordeste dos Estados Unidos) e coautor destes trabalhos divulgados na revista Science datada de 15 de janeiro.

Estas vespas são como "bombas inteligentes" que procuram e matam seletivamente algumas espécies de insetos", acrescenta ele.

"Se pudermos utilizar este potencial para fabricar inseticidas naturais seria preferível aos químicos que destroem e envenenam sem distinção numerosos organismos vivos, entre eles o homem", prossegue o cientista.

Os três genomas sequenciados por esta equipe pertencem às espécies do gênero Nasonia, considerado como o laboratório de estudo dos insetos parasitóides (que se desenvolvem sobre ou no interior de um outro organismo).

Mas, para desenvolver novos inseticidas, é preciso identificar os genes determinando quais insetos as vespas parasitóides atacam, assim como seus diferentes venenos, precisam os cientistas.

Estas peçonhas, que agem de formas diferentes sobre a fisiologia celular, poderiam também servir a novos tratamentos médicos.

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