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18/01/2010 - 16h45

Obama assumiu com facilidade a função presidencial

Seus adversários tinham alertado os eleitores para a sua inexperiência, mas Barack Obama parece ter assumido com facilidade o desafio de ser o 44º presidente dos Estados Unidos, mesmo que sua promessa de governar, superando as rivalidades políticas, não tenha sido mantida.

Entre a ponderação e a eloquência, o "estilo" Obama, que se tornou familiar para o norte-americanos durante a longa campanha eleitoral de 2007-2008, não foi necessariamente alterado por sua chegada à Casa Branca, no dia 20 de janeiro de 2009.

"Muitas de nossas posições em relação a Obama antes da eleição foram confirmadas. Ele é inteligente, bem informado, voluntarios, aberto a opiniões contrárias, mais pragmático do que ideólogo, contido em sua retórica e ambicioso", considera Thomas Mann, especialista da Brookings Institution.

Um outro observador, longe de ser imparcial, já que se trata de David Axelrod, principal conselheiro de Barack Obama, assegura ter ficado surpreso ao ver "a facilidade com a qual ele assumiu suas responsabilidades, desde o primeiro dia".

Segundo ele, o presidente, que trabalha tarde da noite, mas deixa espaço para um jantar com a sua esposa e suas duas filhas, "estuda as questões e até mesmo vai além, chega à reunião com muitas informações e ideias na cabeça, e não tem medo de tomar decisões".

No entanto, esse é o ângulo de ataque preferido por seus adversários republicanos, liderados pelo ex-vice-presidente Dick Cheney, que critica Obama por ter hesitado e temporizado, particularmente, em suas decisões de enviar 30.000 soldados para o Afeganistão, ao final de três meses de reuniões de alto nível.

Para Axelrod, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos surpreendeu aqueles que afirmavam que ele não era qualificado para dirigir a maior potência mundial, após apenas um mandato como senador, mesmo assim incompleto. "Ele nunca tinha exercido uma função executiva antes", reconhece o conselheiro.

No entanto, Obama mostrou "qualidades de líder, porque fixa um objetivo e conta com sua equipe para executar" as decisões, explicou recentemente Axelrod a jornalistas.

O candidato Obama era um bom orador e o presidente Obama ainda pronuncia discursos marcantes e hábeis, como o de 10 de dezembro, quando se permitiu defender a "guerra, talvez necessária"... ao receber o Prêmio Nobel da Paz.

Taxado de ideólogo pelos republicanos, Obama soube dar mostras de seu pragmatismo, contentando-se com meias vitórias nos casos da reforma do sistema de Saúde no Congresso ou do aquecimento global, na Conferência de Copenhague. Contra suas convicções, ele aceitou aumentar o déficit para relançar a economia.

Em forma, Obama, de 48 anos, tomou algumas liberdades em relação à herança de seu antecessor: já foi visto de mangas arregaçadas brincando com uma bola no salão oval, onde o terno e a gravata eram sempre usados durante a era George W. Bush.

Obama sempre prometeu estabelecer um consenso entre as diferentes correntes políticas de Washington. Mas a recusa dos republicanos em cooperar já gerou alguns problemas, obrigando-o a se apoiar, sobretudo, na maioria democrata no Congresso. "Seu argumento pós-partidários representava uma aproximação que não era realista, nesta época de polarização extrema" do cenário político, ressalta Mann.

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