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22/01/2010 - 15h44

EUA e setor da aviação prometem melhorar a segurança

A secretária americana da Segurança Interna, Janet Napolitano, e representantes do setor da aviação concordaram nesta sexta-feira durante uma reunião em Genebra em intensificar a colaboração para melhorar a segurança aérea.

"O governo (americano) e os transportadores trabalham juntos, e devem trabalhar juntos para melhorar a segurança aérea", sentenciou Napolitano depois de se encontrar com os diretores e especialistas em segurança de mais de 20 companhias aéreas, como KLM, Aeroflot, Turkish Airlines, Saudi Arabian Airlines e a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês).

A reunião, a primeira deste nível entre o setor e as autoridades americanas, é "muito importante", destacou o diretor-geral da IATA, Giovanni Bisignani. "Trata-se de uma reunião histórica sobre a segurança aérea", insistiu.

Ela será seguida "nas próximas semanas" por uma reunião entre técnicos da IATA, do departamento americano da Segurança Interna e da Administração americana da Segurança dos Transportes (TSA, sigla em inglês) em Washington, anunciou à AFP Ken Dunlap, funcionário da IATA encarregado da segurança na América do Norte.

"Fizemos propostas técnicas para diminuir os atrasos e permitir às pessoas passarem menos tempo nos aeroportos e nos controles", explicou, qualificando a equipe de Napolitano de "muito aberta" às ideias sugeridas, sobre as quais não quis entrar em detalhes.

Os Estados Unidos reforçaram as medidas de segurança nos voos que chegam a seu território depois do atentado frustrado de 25 de dezembro, quando um nigeriano tentou explodir um avião da Northwest Airlines entre Amsterdã e Detroit (norte dos EUA).

Sobre este assunto, Napolitano se encontrou ontem na Espanha com seus colegas europeus, e obteve a promessa de que "medidas concretas" sejam anunciadas antes do mês de março sobre a prevenção dos riscos de atentados através da utilização de scanners corporais - que divide os europeus - e da troca de informações sobre suspeitos.

Bisignani elogiou a "posição totalmente diferente" do governo americano. Napolitano "entendeu que a indústria e os governos têm que trabalhar juntos", afirmou.

A segurança custa 5,9 bilhões de dólares por ano às companhias aéreas, que repassam este custo aos passageiros, lembrou o diretor da IATA, uma organização que reúne 230 companhias responsáveis por 90% do tráfego aéreo mundial e tem sede em Genebra.

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