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22/01/2010 - 19h44

Obama reafirma apoio a Bernanke, que está na mira do Senado

O futuro de Ben Bernanke à frente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), é mais incerto do que parece, apesar do apoio do presidente Barack Obama, reiterado nesta sexta-feira.

Enquanto a economia americana se esforça para engrenar no caminho da recuperação, depois da pior crise financeira desde a década de 30, as incertezas sobre a manutenção de Bernanke no cargo aumentam. Seu mandato de quatro anos, que começou ainda no governo do ex-presidente americano, expira no dia 31 de janeiro.

Diante da perspectiva de que o Senado rejeite a renovação do tempo de Bernanke à frente do Fed - o que representaria um sério revés para Obama -, a Casa Branca orquestrou uma reação nesta sexta.

"O presidente tem muita confiança no que (...) Bernanke fez para tirar nossa economia da beira do abismo", desde o início da crise econômica e financeira, em 2007, disse à imprensa o porta-voz Bill Burton.

"O presidente acha que Bernanke é a pessoa certa para o posto e acredita que sua nomeação será confirmada" pelo Congresso, acrescentou, na mais recente manifestação de apoio do governo ao presidente do Fed.

No Capitólio, porém, a situação é confusa. Um assessor do Partido Democrata, que pediu o anonimato, disse não estar seguro sobre a renovação de Bernanke no cargo, que precisa de 60 dos 100 votos para ser aprovada.

Os líderes da bancada democrata, que deveriam ter submetido o tema à votação dos senadores esta semana, adiaram a votação e agora avaliam a amplitude da oposição a Bernanke, segundo a mesma fonte.

"Neste momento, estamos em uma posição de espera", indicou outra fonte democrata, que também pediu para não ser identificada.

Obama ainda digere a grave derrota da última terça-feira, quando o candidato do Partido Republicano venceu as eleições organizadas para preencher a vaga do senador Ted Kennedy, morto em agosto. Com a derrota, os democratas perderam a maioria no Senado.

Para piorar, nesta sexta Bernanke foi abertamente criticado também por senadores democratas.

"Sob Ben Bernanke, o Federal Reserve permitiu atividades financeiras escandalosamente irresponsáveis, que levaram à pior crise financeira desde a crise de 1929", estimou em um comunicado o senador Russ Feingold, anunciando que não dará seu voto ao atual chefe do Fed.

Pouco depois, sua colega Barbara Boxer estimou que "é hora de mudar".

"Nosso próximo presidente do Fed deve representar uma ruptura com as políticas do passado", escreveu em uma nota.

"Cerca de 10 ou 15 democratas informaram a seus pares que se opunham à nomeação; outros indicaram que ainda precisariam pensar", revelou o assessor de um senador contrário à manutenção de Bernanke no cargo.

Durante a entrevista coletiva, um jornalista perguntou ao porta-voz da Casa Branca se já existem candidatos para substituir Bernanke, caso ele seja obrigado a sair, mas Bill Burton recusou-se a comentar esta hipótese.

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