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23/01/2010 - 15h43

Amorim: 'haitianos precisam saber que governo está no comando'

O povo haitiano precisa ter a certeza de que seu governo está no controle do país, declarou neste sábado o chanceler brasileiro Celso Amorim, após uma reunião com o primeiro-ministro do Haiti, 11 dias depois do terremoto.

"É muito importante que o povo do Haiti sinta que seu governo, o governo que elegeu, é o que está conduzindo as coisas, com o apoio da comunidade internacional", disse Amorim, depois de conversar com o premiê haitiano, Jean-Max Bellerive.

Bellerive, que como o resto do governo se reúne hoje sob a direção do presidente, René Preval, em uma delegacia ao lado do aeroporto de Porto Príncipe, "está muito bem informado, sabe de toda a situação", garantiu Celso Amorim.

O controle de instalações cruciais da vida cotidiana em Porto Príncipe, como o aeroporto - atualmente controlado pelas forças dos Estados Unidos -, e a distribuição de água e comida para os sobreviventes - que carece de maior coordenação - gerou críticas dentro e fora do Haiti.

O Brasil, que tem o maior número de tropas dentro do mandato da ONU, exerce atualmente o comando militar.

"É preciso melhorar a distribuição, mas a ajuda está chegando", destacou o ministro brasileiro das Relações Exteriores.

Celso Amorim ainda deve se reunir com Preval e passar em revista as tropas brasileiras, que perderam 18 homens no terremoto do dia 12 de janeiro. Mais de 111.000 pessoas morreram no tremor, segundo o último balanço oficial de vítimas, divulgado na sexta-feira.

Amorim expressou a disposição do Brasil no sentido de ajudar a formar novos quadros para integrar a administração haitiana.

A grande maioria dos ministérios e instalações do governo em Porto Príncipe virou ruínas ou foi seriamente danificada no tremor. Ao mesmo tempo, estradas, sistemas de comunicação e de eletricidade precisarão ser totalmente reconstruídos.

Na segunda-feira, representantes de vários países - entre eles Brasil, Estados Unidos e França - participarão de uma reunião de emergência em Montréal, para preparar uma conferência internacional sobre a reconstrução do Haiti.

A coordenação dos esforços internacionais para recuperar o país, onde 190.000 feridos e pelo menos um milhão de desabrigados dependem totalmente da ajuda humanitária internacional para sobreviver, é de crucial importância, já que a infraestrutura estatal haitiana - que já era precária antes do sismo - foi destruída.

Estarão presentes à reunião a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner. A chefe da diplomacia canadense, Lawrence Cannon, presidirá o encontro.

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