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24/01/2010 - 14h12

Emissário dos EUA chega a Amã para promover negociações de paz

O emissário americano para o Oriente Médio, George Mitchell, chegou neste domingo a Amã em procedência de Jerusalém para tentar, pela segunda vez esta semana, convencer israelenses e palestinos a voltar à mesa de negociações.

Mitchell se encontrou com o presidente palestino, Mahmud Abbas, na capital jordaniana, depois de uma nova reunião pela manhã com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Qualificando o encontro com Abbas de "produtivo", o emissário reiterou que "o presidente (Barack) Obama, a secretária de Estado (Hillary) Clinton e os Estados Unidos estão totalmente comprometidos em favor de uma paz global no Oriente Médio".

"A solução de dois Estados é, na nossa opinião, a única opção realista para o fim do conflito", afirmou Mitchell à imprensa.

Segundo ele, tal solução "também passa pelo estabelecimento de acordos entre Israel e a Síria e Israel e o Líbano, e pela normalização completa das relações entre todos os países da região".

O emissário, que viajou a Beirute e a Damasco na semana passada, também conversou neste domingo com o rei da Jordânia, Abdullah II.

O chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erakat, lembrou que os palestinos não impuseram condições para a retomada das negociações de paz, paralisadas há um ano. "Não temos condições para a retomada das negociações. Chegou a hora para Israel de desistir de suas condições", sentenciou.

"Os esforços empreendidos pelo senador Mitchell e pelo presidente Obama são minados por Israel e suas colônias, suas incursões e seus assassinatos. O fim da colonização não é uma condição palestina, mas um compromisso assumido pelos próprios israelenses, que deve ser respeitado", explicou.

Poucas horas depois de seu encontro com Mitchell, Netanyahu proclamou que o bloco de assentamentos de Gush Etzion, construído perto de Belém, na Cisjordânia, em 1967, fará "para sempre" parte de Israel.

O ministro israelense encarregado do Desenvolvimento Regional, Sylvan Shalom, avisou neste domingo que "não haverá mais concessões da parte de Israel para obter a abertura de negociações".

Shalom lembrou que Netanyahu aceitou no ano passado pela primeira vez o princípio da criação de um Estado palestino e uma moratória de 10 meses na construção de novos alojamentos nas colônias da Cisjordânia.

A Autoridade Palestina de Abbas exige que Israel congele totalmente a colonização, inclusive na parte leste de Jerusalém, antes de voltar à mesa de negociações.

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