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27/01/2010 - 16h11

O desafio maior é ajudar o Haiti preservando sua soberania, diz Amorim

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira no Conselho dos Direitos Humanos da ONU que o "maior desafio" da comunidade internacional é ajudar o Haiti "preservando a soberania" do país.

Em mensagem ao conselho, reunido em sessão extraordinária em Genebra, Amorim afirmou que a comunidade internacional tem que contribuir para a reconstrução do Haiti com o cuidado de preservar a soberania do país, "criando as condições favoráveis para um ciclo de desenvolvimento econômico e social com mais segurança, democracia e no respeito total dos direitos humanos".

"A ajuda para aliviar o sofrimento é essencial, e a comunidade internacional tem respondido de forma satisfatória a esta emergência. Porém, temos de estar seguros de que ao trazer esta ajuda emergencial, estamos também ajudando o povo haitiano a elevar sua autoestima e sua dignidade", prosseguiu o chanceler.

"Cabe às autoridades haitianas determinaram as necessidades e as prioridades de seu povo", afirmou.

O Haiti foi devastado no dia 12 de janeiro por um terremoto de magnitude 7, que deixou pelo menos 150 mil mortos e um milhão de desabrigados.

Como representante da União Europeia (UE), o embaixador espanhol Javier Garrigues pediu à comunidade internacional que "ajude o governo haitiano a garantir a segurança" da população no país.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, avisou que os chefes de gangues que estavam presos e aproveitaram o terremoto para fugir constituem uma grave ameaça para os direitos humanos no Haiti.

Pillay expressou o temor de que "delinquentes sem escrúpulos" foragidos desde o terremoto consigam armas e promovam "uma onda de crimes violentos".

A funcionária da ONU ainda advertiu sobre informações "alarmantes" sobre "execuções sumárias de criminosos por multidões enfurecidas".

"As lições do passado nos ensinaram que temos de prevenir e controlar estas violações dos direitos humanos que sempre acontecem depois das catástrofes", acrescentou.

"Muitos bandidos perigosos que estavam atrás das grades fugiram, e a polícia e justiça foram duramente afetadas pelo terremoto", confirmou Michel Forst, um especialista independente da ONU.

"A situação atual no Haiti é favorável aos traficantes de pessoas, principalmente de crianças", alertou, por sua vez, o diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Dermot Carty, destacando que várias investigações já foram lançadas.

Convocada por iniciativa do Brasil, a sessão extraordinária do Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra começou com um minuto de silêncio em memória das vítimas do terremoto. A sessão deve terminar amanhã (quinta-feira).

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