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01/02/2010 - 12h58

Mulher-bomba mata 41 peregrinos xiitas no Iraque

Uma mulher-bomba matou 41 peregrinos xiitas e feriu outros 106, entre eles muitas mulheres e crianças, em uma estrada perto de Bagdá, uma semana após uma série de ataques coordenados na capital iraquiana.

A mulher-bomba se misturou aos peregrinos durante uma etapa em Bub al-Cham, na periferia norte de Bagdá, e acionou seu cinturão de explosivos.

Pelo menos 11 mulheres e crianças morreram na explosão, segundo fontes médicas.

"Às 11H45 (06H45 de Brasília), uma mulher-bomba acionou seu cinturão de explosivos no meio de uma multidão de peregrinos a caminho de Kerbala, na região de Bub al-Cham", informou em comunicado o comando militar de Bagdá.

"A explosão ocorreu dentro de uma cabine de revista corporal exclusiva para mulheres", destacou o exército.

Dezenas de pessoas estavam reunidas perto de tendas armadas por voluntários para servir refrescos aos peregrinos a caminho da cidade santa, que fica 110 km ao sul de Bagdá.

"Estávamos servindo as pessoas quando aconteceu a explosão, dentro da tenda de revista para as mulheres", relatou um voluntário, Allawi Hassan, ferido nas pernas e atendido no hospital Al-Kindi, em Bagdá.

Centenas de milhares de peregrinos viajam todos os anos a Kerbala para recordar a morte de Hussein, neto de Maomé e filho de Ali, morto em 680 pelas tropas do califa Yazid durante uma batalha no deserto de Kerbala.

Os atentados contra peregrinos são frequentes desde 2003 e a queda de Saddam Hussein, depois da qual os xiitas puderam retomar as peregrinações proibidas durante mais de 30 anos pelo ex-ditador sunita.

Em 13 de fevereiro de 2009, uma mulher-bomba matou 35 peregrinos ao sul de Bagdá.

No entanto, nos últimos meses, a Al-Qaeda passou a privilegiar atentados contra repartições públicas, em detrimento dos ataques de natureza religiosa.

O comando militar de Bagdá destacou em comunicado que os rebeldes "inventaram soluções com forte capacidade explosiva" que seriam indetectáveis pelos detectores de explosivos convencionais.

Na semana passada, uma série de ataques coordenados contra hotéis e um instituto médico-legal em Bagdá deixou 54 mortos em apenas 24 horas.

Para as autoridades iraquianas e americanas, estes atentados têm como objetivo perturbar as eleições legislativas de 7 de março, consideradas cruciais para estabilizar o país após sete anos de conflito.

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