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04/02/2010 - 10h27

Costa Rica elege sucessor de Oscar Arias

Os eleitores da Costa Rica comparecerão às urnas no domingo para eleger o sucessor do presidente Oscar Arias entre nove candidatos, com destaques para a que é apoiada pelo próprio, Laura Chinchilla, o político de direita Otto Guevara e o socialista Ottón Solís.

Mais de 2,8 milhões de eleitores estão registrados para votar entre 6H00 (10H00 de Brasília) e 18H00 (22H00 de Brasília) para renovar também os 57 membros da Assembleia Legislativa e os representantes municipais, em medio aos temores de uma grande abstenção após uma longa e tediosa campanha eleitoral.

A insegurança e a economia centraram a campanha dos principais candidatos, cujo diferencial está na personalidade e na forma de abordar os temas, além do apoio partidário que teriam para governar.

Chinchilla, uma cientista política de 50 anos, que tem Arias como mentor, é apoiada pelo partido mais antigo e melhor estruturado da política costarriquenha, Liberação Nacional (PLN), de teor social democrata e tendência de centro-direita.

Em sua terceira candidatura à presidência, Guevara, um advogado de 49 anos, é a surpresa desta campanha ao aparecer na segunda posição nas pesquisas graças a uma campanha agressiva - cujas origens dos recursos continuam um mistério -, centrada em atacar a suposta corrupção do governo Arias.

Desta vez, Guevara moderou a mensagem ultraliberal que sempre caracterizou o Movimento Libertário (ML) - que tem seis deputados -, mas incluiu uma provocação na campanha: lançar o debate para dolarizar a economia costarriquenha.

Após um início ruim nas pesquisas, Solís, 55 anos, também em sua terceira tentativa de chegar à presidência, que quase conseguiu na última eleição - perdeu para Arias por 1% -, se recuperou nos últimos dias de campanha, ao apontar seus cartucho também contra Chinchilla, a quem chama de "marionete" dos Arias: Oscar e seu irmão e ministro da presidência, Rodrigo.

Na quarta posição nas pesquisas aparece Luis Fishman, do partido Social Cristão, que provocou risadas com seu atrevido slogan de campanha: "Sou o menos ruim dos candidatos".

A grande diferença da eleição pode ficar por conta da mobilização dos voluntários dos partidos no dia da votação e dos meios de transporte para levar as pessoas até as seções de eleitorais.

Se nenhum candidatos superar 40% dos votos válidos, uma nova votação acontecerá em 4 de abril.

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