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04/02/2010 - 19h41

Iraquianos pedem investigação pública sobre supostos abusos

Os advogados de 66 iraquianos que dizem ter sido maltratados por soldados britânicos entraram nesta quinta-feira com uma solicitação formal de abertura de investigação pública sobre o comportamento do Exército da Grã-Bretanha no país árabe.

O escritório Public Interest Lawyers, que representa os 66 iraquianos, entregarão a demanda sexta-feira no ministério da Defesa. Eles argumentaram que os casos de maus-tratos são tantos que somente podem ser analisados durante um processo público.

Os maus-tratos incluem estupros, humilhação sexual e tortura, destacaram os advogados.

"Os casos são muitos, e envolvem frequentemente as mesmas pessoas", declarou o advogado Phil Shiner.

Questionado sobre a demanda, o secretário de Estado para as Forças Armadas, Bill Rammell, disse que a opinião do ministério da Defesa (MoD) "continua sendo a de que uma investigação pública não se justifica". "Entretanto, o MoD vai estudar novamente a demanda, e responderá no momento oportuno", acrescentou.

"Todas as acusações de maus-tratos serão investigadas, e se os fatos forem comprovados, os responsáveis serão punidos e as vítimas, ressarcidas", prometeu.

Uma investigação pública está em andamento sobre o falecimento, em 2003, de Baha Mussa, um civil iraquiano de 26 anos espancado até a morte durante sua detenção. Lançado oficialmente em agosto de 2008, o relatório deverá estar concluído no final deste ano.

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