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05/02/2010 - 19h20

Três deputados e um Lord são indiciados por gastos excessivos na Inglaterra

Três deputados e um Lord britânicos serão indiciados por fraude por terem pedido reembolso de despesas consideradas indevidas, informou o Ministério Público, em Londres.

Os parlamentares - três deputados do Partido Trabalhista e um conservador, membro da Câmara dos Lordes (a câmara alta do Parlamento) - Lord Hanningfield - foram os únicos indiciados na Justiça após o escândalo dos reembolsos irregulares - um caso que abalou o Parlamento britânico ano passado.

Os quatro parlamentarios deverão comparecer ante o tribunal de Westminster no dia 11 de março, antes das eleições gerais previstas, o mais tardar, para o mês de junho, e para a qual todas as pesquisas dão o atual primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown como o grande perdedor, ante os conservadores.

Em declaração conjunta, os quatro negam as acusações. A pena máxima prevista para a acusação, de fraude contábil, é de sete anos de prisão.

O deputado Elliot Morley é acusado de receber 16.000 libras de reembolso do Estado por uma hipoteca que já havia terminado de pagar.

Seu colega David Chaytor fez com que o Estado pagasse quase 13.000 libras pelo aluguel cobrado por ele de um apartamento próprio.

O terceiro, Jim Devine, recorreu a falsas faturas para pedir compensação de milhares de libras relativas a gastos com limpeza e papelaria.

Os trabalhistas já excluíram estes três deputados de suas chapas para as próximas eleições.

"O Partido Trabalhista não tolerará condutas criminosas e tomará medidas disciplinares muito severas contra qualquer membro considerado culpado de infringir a lei", reafirmou um porta-voz.

Paul White, o Lord Hanningfield, enfrentará seis acusações por ter pedido reembolso de gastos "aos quais não tinha direito", disse Starmer.

Os indiciamentos foram anunciados no dia seguinte das revelações de uma auditoria independente, segundo as quais mais da metade dos deputados britânicos cometeram irregularidades nos gastos que declararam ao Estado e deverão devolver mais de um milhão de libras.

O escândalo veio à tona quando as quantias reembolsadas por diversas despesas de parlamentares foram publicadas pelo jornal Daily Telegraph, em maio do ano passado.

Entre os pedidos de ressarcimento estavam listados, também, móveis caros e aparelhos de televisão.

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