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08/02/2010 - 17h53

Laura Chinchilla governará sem maioria no Congresso

A presidente eleita da Costa Rica, Laura Chinchilla, não contará com a maioria simples no Congresso, e deve recorrer a alianças com setores da oposição para impulsionar seu programa de governo, segundo projeções feitas após a contagem de mais de 90% dos votos das eleições de domingo.

O Partido Liberação Nacional (PLN) de Chinchilla, teria 23 deputados - segundo as últimas estimativas -, dois a menos que o número atual no Congresso, ficando longe da maioria simples que é conseguida com 29 das 57 cadeiras do parlamento.

A primeira mulher que ocupará a presidência na história da Costa Rica obteve uma contundente vitória nas eleições de domingo com 46,7% dos votos, 20% à frente do segundo colocado, Ottón Solís, do Partido Ação Cidadã.

Entretanto, nas eleições para deputados, o PLN conseguiu apenas 38%, o que mostra uma quebra do voto a favor de grupos políticos minoritários.

"É uma vitória esmagadora que, entretanto, reforça uma tendência que vinha ocorrendo (na Costa Rica) quanto à composição da Assembleia Legislativa, de passar de um regime bipartidário para um multipartidário", disse à AFP o diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) para a Costa Rica, Jorge Mora.

O economista e ex-ministro de Planejamento Helio Fallas afirmou "esperar que o futuro governo se comporte da mesma forma que o atual" e que impulsione suas iniciativas mediante "uma aliança com o Movimento Libertário e a Unidade Social Cristã (ambos de direita)" que, juntos, terão 15 deputados no novo Congresso.

A presidente eleita declarou ao Canal 7 de televisão que "independentemente de quantos deputados temos, o diálogo tem que se converter no instrumento permanente para o exercício do poder".

Em seu primeiro discurso como presidente eleita, Chinchilla delineou na noite de domingo seus principais desafios: combater a insegurança e o narcotráfico - que, segundo ela, ameaçam a América Central após a violência iniciada no México e na Colômbia - e aprofundar o estado de bem-estar implantado há 60 anos.

Mesmo assim, se comprometeu com a defesa do meio ambiente e em converter a Costa Rica no "primeiro país desenvolvido" da região.

Aos que a criticaram durante a campanha eleitoral de ser uma marionete do atual presidente Oscar Arias e de seu irmão, o ministro da Presidência Rodrigo Arias, prometeu "independência" e transparência em seu governo.

Seus principais oponentes, Ottón Solís do Partido Ação Cidadã (PAC) e Otto Guevara do Movimento Libertário, admitiram suas derrotas e felicitaram a candidata pouco depois do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) dar os primeiros resultados parciais das eleições, que registraram uma abstenção de 30,79%.

Após se distanciar das tendências feministas durante a campanha, a presidente eleita também teve palavras de agradecimento para as mulheres que "continuam superando as barreiras e fazendo a Costa Rica maior" e para seus dois adversários de campanha.

Segundo o partido, parte da vitória se deve às mulheres, que a apoiaram quase 10% mais que os homens.

Talvez por isso, anunciou que espera formar um gabinete com tantos homens quanto mulheres.

Com licenciatura em Ciências Políticas e mestrado em Administração Pública pela Universidade norte-americana de Georgetown, Chinchilla chega à presidência com uma grande experiência na função pública, tendo sido ministra de Segurança e Justiça, vice-presidente e deputada.

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