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09/02/2010 - 11h19

Israel pede 'sanções paralisantes' contra o Irã

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pediu nesta terça-feira à comunidade internacional que adote "sanções paralisantes" contra o Irã devido a seu controvertido programa nuclear.

"Creio que o que é necessária agora uma ação dura por parte da comunidade internacional", afirmou Netanyahu durante um encontro em Jerusalém com os embaixadores da União Europeia.

"Isso não significa sanções moderadas ou reduzidas. Isso significa sanções paralisantes, e estas sanções devem ser impostas imediatamente", defendeu.

O Irã anunciou nesta terça que iniciou o processo de enriquecimento de urânio a 20%.

"As operações de produção de urânio enriquecido a 20% começaram", anunciou nesta terça-feira o diretor da Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA), Ali Akbar Salehi, citado por várias agências e confirmando uma informação do canal Al-Alam.

"Começamos hoje a enriquecer urânio a 20% em uma cascata (de centrífugas) separada da fábrica de Natanz", declarou Salehi, citado pela agência oficial Irna.

"Esta cascata produzirá três a cinco quilos de de urânio enriquecido a 20% por mês para nosso reator de pesquisas de Teerã, o que equivale ao dobro de nossas necessidades", acrescentou.

O início do processo de enriquecimento de urânio a 20% foi anunciado no domingo pelas autoridades iranianas e notificado na segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Segundo o governo, o Irã tomou a decisão em consequência do bloqueio das discussões com o grupo dos Seis (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) a respeito da entrega de combustível nuclear para um reator de pesquisa médica.

No entanto, o governo de Teerã afirmou que a porta continua aberta para uma troca de urânio com as grandes potências.

O anúncio das autoridades iranianas foi criticado por vários países do grupo dos Seis, que suspeitam que o programa nuclear iraniano almeja produzur a bomba atômica.

Estados Unidos e França defenderam na segunda-feira a adoção de sanções internacionais, dentro da ONU, contra a República Islâmica por seu programa nuclear.

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