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09/02/2010 - 21h35

Préval minimiza polêmica sobre presença militar dos EUA no Haiti

O presidente do Haiti, René Préval, tratou nesta terça-feira de minimizar a polêmica provocada pela forte mobilização militar americana em seu país após o terremoto de 12 de janeiro, enquanto o chanceler da Venezuela, Nicolas Maduro, reiterava as críticas de seu governo à atuação de Washington.

"Muitos países ajudam o Haiti de diversas maneiras, inclusive com uma presença militar", declarou Préval em entrevista coletiva, ao término de uma cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) em Quito.

O dirigente lembrou que o Haiti fica muito perto dos Estados Unidos, e que tudo que acontece na ilha "pode ter consequências" para os americanos, como por exemplo a migração de haitianos para este país.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores reiterou as críticas formuladas por seu país sobre a presença militar dos Estados Unidos, que enviou 20 mil soldados ao Haiti após o terremoto.

"Está muito claro que a forma hegemônica como o Exército dos Estados Unidos tratou a questão do Haiti causou repúdio na opinião pública mundial", disse Maduro.

"Estes soldados armados, que não cumprem nenhuma função humanitária, terão que sair mais cedo ou mais tarde, e estamos seguros de que todos os esforços (da Unasul) ajudarão o povo haitiano a reconstruir seu país na independência e na soberania", sustentou.

A Unasul resolveu nesta terça-feira em Quito criar um fundo de até 100 milhões de dólares e pedir ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um crédito de mais 200 milhões para apoiar a reconstrução do Haiti.

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