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10/02/2010 - 13h05

Autoridades concluem buscas em supermercado que voltou a desabar no Haiti

As equipes de resgate finalizaram a busca por sobreviventes em um supermercado, abalado pelo terremoto de 12 de janeiro em Porto Príncipe, que desabou na terça-feira com várias pessoas dentro.

Após quase seis horas de buscas, as equipes de resgate anunciaram que não captaram sinais de vida com os equipamentos de escuta e as câmeras.

"Muitas pessoas saqueavam o supermercado", disse Meir Vaknin, supervisor do Caribbean Market, um dos mercados mais frequentados antes do terremoto do mês passado.

"Eu estava tentando retirá-los quando o prédio desabou", completou.

Vaknin disse que entre cinco e oito pessoas estavam dentro do prédio e que pelo menos uma foi localizada com vida, mas não soube dizer se esta foi retirada dos escombros.

O Caribbean Market, que ficava em um edifício histórico de cinco andares da capital haitiana, desabou quase por completo no terremoto que deixou mais de 200.000 mortos no Haiti.

Centenas de pessoas morreram no local em 12 de janeiro, mas algumas partes do edifício ficaram de pé, com acessos ao interior da loja. Por isso, todos dias dezenas de sobreviventes tentavam procurar alimentos.

Vaknin disse que o depósito desse estabelecimento comercial desmoronou quando ele estava trabalhando com uma escavadora para remover os corpos que estão no local há quase um mês.

"Estava sentado na escavadora quando desmoronou", disse o supervisor. "Tenho muita sorte de estar vivo".

Na noite de terça-feira, dezenas de socorristas estavam trabalhando no local, com a ajuda de militares norte-americanos e da Polícia da ONU.

Com poderosos projetores de luz para iluminar entre os escombros, era possível ver corpos estendidos de escavações anteriores em um lugar que cheira a morte.

Dmitri Fourcand, gerente de uma empresa especializada na busca de corpos, contou que "havia um espaço para armazenar mercadorias (...) por onde a escavadora tinha que fazer buracos" e que a máquina chegou muito longe e localizou essa parte do supermercardo.

O terremoto do mês passado em Porto Príncipe deixou cerca de um milhão de pessoas desabrigadas, que imploram desesperadamente por comida, água e mais barracas para alguns dos centenas de campos de refugiados da capital haitiana.

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