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10/02/2010 - 16h04

EUA reforçam sanções contra a Guarda da Revolução iraniana

Os Estados Unidos, que estão trabalhando com seus aliados na elaboração de novas medidas contra o Irã, anunciaram nesta quarta-feira o reforço de suas próprias sanções visando à Guarda da Revolução, o poderoso exército ideológico do regime de Teerã.

Estas medidas apresentadas pelo departamento do Tesouro têm como alvo empresas vinculadas à Guarda. A ideia é impedir a entidade de receber dinheiro em procedência do exterior.

"O Tesouro tomou medidas suplementares para aplicar as sanções americanas contra os Guardiães da Revolução iranianos, ao designar uma pessoa e quatro empresas ligadas"a este corpo, destacou o governo americano em comunicado.

A medida amplia o raio de aplicação de um decreto promulgado em 2007, mas intervém no momento em que os Estados Unidos e seus aliados estão estudando novas sanções contra o regime iraniano, suspeito de desenvolver a arma atômica por trás de um programa nuclear civil.

Terça-feira, o presidente Barack Obama afirmou que a comunidade internacional "está avançando rapidamente" na direção de sanções suplementares contra o Irã.

"Sob o pretexto do desenvolvimento de um programa nuclear civil, as autoridades iranianas não desviam de seu objetivo de ter a arma atômica, o que não é aceitável para a comunidade internacional", declarou.

O Irã iniciou ontem a produção de urânio altamente enriquecido, apesar das críticas dos países ocidentais.

Nesta quarta-feira, o Tesouro ressaltou que o reforço das sanções americanas, que consistem basicamente em "congelar os bens das pessoas responsáveis pela proliferação das armas de destruição em massa", tem como alvo principal o general dos Guardiães da Revolução Rostam Qasemi.

O governo americano afirma que este oficial dirige uma empresa chamada Khatam al-Anbiya, que permitiria à Guarda da Revolução "gerar lucros e financiar operações".

De acordo com Washington, a Guarda "possui ou controla Khatam al-Anbiya, que constroi ruas, estradas, túneis, sistemas de adução de água, projetos agrícolas e oleodutos".

Quatro empresas supostamente vinculadas à Khatam al-Anbiya também estão na mira do Tesouro.

"Enquanto os Guardiães da Revolução reforçam seu controle sobre importantes setores da economia iraniana, expulsando empresários iranianos em benefício de um grupo de pessoas escolhidas a dedo, eles se escondem atrás de entidades como a Khatam al-Anbiya e suas filiais para manter uma ligação vital com o mundo exterior", explicou Stuart Levey, subsecretário do Tesouro encarregado do terrorismo e da inteligência financeira.

Nesta quarta-feira, o New York Times escreveu em que sua busca de sanções eficazes contra o regime iraniano, o governo de Obama quer combater a Guarda da Revolução, que desempenha segundo ele um papel crucial no programa nuclear de Teerã, no apoio a grupos islâmicos estrangeiros e na repressão dos protestos.

A Guarda da Revolução teria mais de 100 mil homens, segundo as últimas estimativas divulgadas.

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