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10/02/2010 - 13h32

Ex-detento de Guantánamo foi ameaçado de morte por americanos em 2002

Binyam Mohamed, ex-prisioneiro de Guantánamo, foi acorrentado, impedido de dormir e até ameaçado de morte, durante interrogatórios conduzidos por americanos em 2002, segundo documentos revelados por Londres nesta quarta-feira.

A publicação destes documentos acontece depois de uma corte de apelações de Londres ter rejeitado a demanda formulada pelo ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha de manter estas informações em segredo.

Durante uma série de interrogatórios, o etíope Binyam Mohamed "foi deliberadamente submetido a privações de sono, ameaças e métodos de persuasão". Os americanos que o interrogaram "se aproveitaram do medo do prisioneiro de ser transferido para fora de um centro de detenção americano e de desaparecer", dizem os documentos desarquivados pelo governo do Reino Unido.

"O estresse provocado por estas táticas deliberadas foi ainda maior pelo fato de o prisioneiro ter ficado acorrentado durante estes interrogatórios", acrescentam.

Binyam Mohamed, 31 anos, foi preso no paquistão em 2002 e transferido a uma prisão secreta do Marrocos antes de ser levado à base naval americana de Guantánamo, em Cuba, onde ficou mais de quatro anos.

Em fevereiro de 2009, foi transferido para o Reino Unido, país onde morava desde 1994.

O etíope afirmou que um membro dos serviços de inteligência britânicos forneceu as perguntas para os interrogatórios acompanhados de torturas na prisão do Marrocos. A pedido do ex-detento, a justiça britânica ordenou nesta quarta-feira ao governo que desarquive os documentos referentes aos interrogatórios.

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