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11/02/2010 - 13h12

Detido o suspeito sueco de ter roubado o letreiro de Auschwitz

O ex-líder neonazista sueco Anders Hogstrom foi detido nesta quinta-feira em Estocolmo por suspeita de ser o autor do roubo do letreiro "Arbeit macht frei" (O trabalho nos torna livre) no antigo campo de concentração de Auschwitz, anunciou o promotor encarregado do caso na Suécia.

A detenção do suspeito, sobre quem pesava uma ordem de prisão europeia emitida pela justiça polonesa, aconteceu em sua residência em Estocolmo.

"Está atualmente detido na delegacia e pediu um advogado", informou a fonte.

O letreiro em alemão foi roubado no dia 18 de dezembro de 2009 e recuperado alguns dias depois, partida em três pedaços.

Cinco poloneses foram presos e, posteriormente, Hogstrom, 34 anos e fundador e diretor de 1994 a 1999 da Frente Nacional-Socialista, principal partido neonazista sueco, admitiu que foi convidado a atuar como intermediário para vender o letreiro, mas que, por fim, alertou a polícia polonesa sobre o roubo.

A placa com a frase em alemão simboliza, para a maioria, o cinismo sem limites da Alemanha nazista.

O slogan popularizado pelo pastor alemão Lorenz Diefenbach, morto em 1886, em seu livro "Arbeit Macht Frei", foi retomado pelos nazistas em 1930.

No início, os nazistas o utilizavam com fins de propaganda na luta contra o elevado desemprego na Alemanha, mas, anos mais tarde, se converteu num slogan dos campos de trabalho e extermínio alemães.

A ideia de utilizar a frase nos campos é atribuída ao SS Theodor Eicke, um dos chefes da concepção e organização das redes de campos nazistas.

"Arbeit macht frei" figurava na entrada dos campos de Dachau, Gross-Rosen, Sachsenhausen, Theresienstadt, Flossenburg e Auschwitz, o maior de todos os campos de extermínio.

Fabricada em julho de 1940 por um prisioneiro polonês, o ferreiro Jan Liwacz, a inscrição de Auschwitz é de aço, mede cinco metros e tem uma particularidade: a letra B da palavra Arbeit está invertida.

Segundo uma interpretação perpetuada pelos sobreviventes, o B invertido simbolizava insubmissão e a resistência à opressão nazista, explicou Sawicki.

Quando, em 27 de janeiro de 1945, o Exército soviético libertou Auschwitz, a inscrição foi desmontada e ia ser levada para o Leste de trem.

No entanto, Eugeniusz Nosal, um prisioneiro polonês recém-libertado, subornou um guarda soviético com uma garrafa de vodca para recuperá-la.

Escondida durante dois anos na prefeitura de Oswiecim (nome polonês do campo de Auschwitz), a inscrição voltou a seu lugar original em 1947, quando o campo de extermínio virou museu e memorial.

Entre 1940 e 1945, o regime nazista alemão exterminou 1,1 milhão de pessoas em Auschwitz-Birkenau.

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