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11/02/2010 - 13h20

Passado um mês, ajuda externa melhora, mas problemas persistem no Haiti

Um mês após o terremoto que arrasou Porto Príncipe, o encaminhamento da ajuda aos haitianos ainda é perturbado por problemas, mesmo que as organizações internacionais tenham melhorado muito sua logística.

Poucas horas depois do terremoto que devastou a capital, no dia 12 de janeiro, o Haiti dominou as manchetes dos jornais de todo o mundo. Personalidades artísticas e políticas, como Bill Clinton ou Wyclef Jean, viajaram à ilha caribenha para ajudar os nove milhões de habitantes desprovidos de tudo.

Governos, empresas e particulares se mobilizaram, e a ONU e as centenas de ONG que trabalham no Haiti receberam doações sem precedentes na história.

Contudo, este fluxo de dinheiro demorou para chegar às ruas devastadas de Porto Príncipe, irritando os sobreviventes da catástrofe.

Desde então, as organizações humanitárias melhoraram sua logística para encaminhar sacas de arros de 25 kg, lonas e barracas ao 1,2 milhão de pessoas que perderam suas casas.

"A coordenação da ajuda melhorou com o restabelecimento das comunicações viárias e telefônicas e os esforços empreendidos pelas organizações", sustentou o presidente do Haiti, René Préval.

O dirigente ressaltou, porém, que é possível melhorar ainda mais, sobretudo em termos de quantidade, para atender os centenas de milhares de desabrigados. "A temporada de chuva vai começar, e temos de nos esforçar para ajudar as pessoas que ainda estão nas ruas", alertou.

Somente o plano de emergência que o Escritório de Coordenação dos Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU lançou três dias depois da tragédia permitiu arrecadar 550 milhões de dólares.

"Segundo nossas estimativas, 1,2 milhão de pessoas perderam sua casa no terremoto, e mais de 50 mil famílias (ou seja, cerca de 272 mil pessoas) receberam material de emergência para refugiados até agora", declarou quarta-feira um porta-voz do Ocha.

"Eu sei que muitos países nos ajudam enviando comida e medicamentos mas, infelizmente, essa ajuda não aparece", disse à AFP Clotilde Muratus, 40 anos.

Um dos problemas é que muitos haitianos que conseguem alimentos com as ONG revendem os produtos no mercado negro.

"Fizemos um bom trabalho. Atendemos milhares de pessoas. Mas ainda há um longo caminho pela frente", admitiu Kristen Knutson, funcionária do Ocha.

Trinta dias depois do terremoto, 788 mil pessoas recebem água diariamente. No entanto, ainda se vê muitas famílias tomando banho com baldes de água suja ao lado de uma canalização quebrada.

O Exército dos Estados Unidos, que mobilizou 20 mil homens, permanecerá no Haiti "pelo tempo que for necessário", garantiu sábado o coronel Gregory kane, diretor das operações no país. Segundo ele, a "parte militar" pode durar mais "45 ou 50 dias".

A ajuda que veio do mundo inteiro é muito importante em termos de quantidade, mas "ainda é pouco, considerando o estado em que se encontra o país", advertiu Frantz Edouard, um advogado de Porto Príncipe.

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