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11/02/2010 - 12h47

Presidente da UE anuncia acordo para ajudar a Grécia

O presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, anunciou nesta quinta-feira, antes de uma reunião de cúpula em Bruxelas, que um acordo foi concluído para ajudar a Grécia a enfrentar a crise orçamentária.

"Agora vamos a Solvay", completou, a respeito do edifício que receberá o encontro de chefes de Estado e de Governo da UE.

O belga fez a declaração ao fim de uma reunião com o primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, entre outras autoridades europeias.

Segundo Rompuy, a Grécia não chegou a pedir qualquer apoio financeiro para acertar seu monumental déficit público.

Os 27 chefes de Estado e Governo do bloco se encontravam reunidos em uma cúpula informal para buscar a forma de ajudar a Grécia a sair da crise, que colocou em perigo a estabilidade da Zona Euro e suscitou a desconfiança dos mercados.

Van Rompuy quis enviar uma mensagem tranquilizadora ao afirmar que os 16 países que integrama a Eurozona tomarão em caso de necessidade medidas determinadas e coordenadas para preservar a estabilidade financeira.

Ao mesmo tempo, pediu à Grécia que faça todo o possível e, inclusive, empreenda ações extras para reduzir seu déficit de quatro pontos percentuais em 2010 em relação aos 12,7% do PIB com que teoricamente fechou 2009.

Antes do início do encontro, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, pediu aos países da Eurozona que se preparem para preservar sua estabilidade financeira ameaçada pela crise grega.

Os chefes de Estados e de governos dos 27 países da UE se reunem por iniciativa de Van Rompuy. A reunião conta com a presença do presidente do Banco Central Europeu Jean-Claude Trichet.

Os preparativos para um plano de ajuda da UE são acelerados porque, do ponto de vista europeu, é preciso pôr fim às especulações nos mercados financeiros sobre a Grécia e o euro, enviando uma mensagem tranquilizadora.

Os ministros das Finanças da Zona do Euro, por sua vez, se reuniram na quarta-feira através de uma teleconferência para abordar o tema com o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

"Houve uma troca de pontos de vista, mas não foi tomada decisão alguma sobre um pacote de ajuda (...) algo que não era o objetivo nesta fase", explicou uma fonte diplomática europeia.

Até a Alemanha, que até agora parecia mais hesitante em ajudar a Grécia para não criar um precedente e dar a impressão de um "prêmio" aos maus alunos da Zona do Euro, começou a mudar sua posição.

Um autoridade parlamentar do Partido Conservador da chanceler alemã Angela Merkel, Michael Meister, declarou que os preparativos estavam em andamento no governo alemão para um plano de ajuda.

A Europa quer evitar também que uma intervenção do Fundo Monetário Internacional se torne necessária, o que seria politicamente humilhante para ela.

Um diplomata europeu indicou à AFP que os europeus pretendem estabelecer um mecanismo de "linha de crédito disponível que possa ser utilizada em caso de necessidade" pela Grécia.

Outras formas de ajuda também são estudadas. Os Estados da Zona do Euro, ou pelo menos os maiores --França e Alemanha-- poderão decidir pela concessão de empréstimos bilaterais ao país.

O Tratado Europeu proíbe o BCE de conceder créditos aos Estados. Mas ele prevê que os países possam "conceder, sob certas condições, uma assistência financeira da União" a um Estado em "dificuldades".

O atual comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquin Almunia, pediu na terça-feira que os dirigentes da UE deem um "apoio claro" à Grécia, em troca de esforços sérios de Atenas para solucionar sua crise orçamentária.

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