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12/02/2010 - 14h35

Mais de 1.400 menores foram recrutados por paramilitares na Colômbia

Mais de 1.400 meninos e adolescentes foram recrutados por grupos paramilitares na Colômbia, segundo confissões dos chefes desmobilizados recolhidas pelo Ministério Público, que, até agora, ofereceu denúncias relativas a 737 destes casos.

"Como parte da lei de justiça e paz, há referência a 1.437 casos dessa natureza, nas versões recebidas", informou um funcionário desse organismo à AFP.

"Até agora, estão sendo investigados 1.093 casos", acrescentou, mas sem precisar em que período os menores teriam sido recrutados. As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) estiveram ativas desde meados dos anos 80 até 2003.

Segundo depoimentos recolhidos, os chefes paramilitares que mais aliciaram menores foram Freddy Rendón, ou 'El Alemán'; Ramón Isaza, Salvatore Mancuso e Ramiro Vanoy.

A lei de justiça e paz concede benefícios processuais aos paramilitares das AUC que se desmobilizaram num processo impulsionado pelo governo do presidente Alvaro Uribe, entre 2003 e 2006.

No total, 32.000 paramilitares deixaram as armas nessa época.

No entanto, grupos de defesa dos direitos humanos alertam para o surgimento, nos últimos anos, de novos bandos lideradas por comandos das AUC que não se desmobilizaram e denunciam o recrutamento forçado de menores como prática comum na Colômbia.

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