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12/02/2010 - 13h10

Recuperação da Eurozona tropeça no último trimestre de 2009

A recuperação econômica da Eurozona sofreu um tropeço no último trimestre de 2009, com um crescimento frágil de 0,1%, que se explica principalmente pelo estancamiento da Alemanha e supõe um novo revés para os 16 países que a integram, já desestabilizados pela crise grega.

Os economistas da agência financeira Dow Jones Newswires haviam previsto um crescimento maior para o último trimestre, de 0,3%.

A economia da zona euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre, recordou ainda a agência.

Em relação aos 27 países da União Europeia (UE), o Produto Interior Bruto (PIB) também registrou um crescimento frágil de 0,1% no quarto trimestre, frente ao 0,3% no terceiro, e retrocedeu 4,1% no conjunto de 2009.

Tanto a Eurozona como a UE saíram da recessão no terceiro trimestre, e os economistas esperavam que a recuperação se mantivesse num ritmo similar.

A economia da zona euro se contraiu previamente durante cinco trimestres consecutivos.

"Este revés é desesperadamente decepcionante e demonsra que a região continua enfrentando condições econômicas e financeiras muito difíceis", comentou Howard Ancher, economista do instituto IHS Global Insight.

Os mercados, já inquietos pela crise das finanças gregas e a ajuda pouco concreta que Atenas recebeu na quinta-feira em uma cúpula da União Europeia (UE), reagiram confusos às cifras da Eurostat.

O conjunto dos 27 países que formam a UE também registrou um crescimento frágil no quarto trimestre.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha teve um crescimento nulo no quarto trimestre de 2009, marcando uma pausa no ritmo da recuperação da maior economia europeia, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta.

O PIB alemão cresceu 0,7% no terceiro trimestre e 0,4% no segundo, depois de ter sofrido uma contração de 3,5% no primeiro, recorda o comunicado do departamento de estatísticas Destatis.

O Destatis já avaliava em janeiro que a economia havia se estancado no último trimestre do ano passado, devido principalmente a um retrocesso dos investimentos do consumo privado. As exportações, no entanto, continuaram progredindo.

A Alemanha registrou em 2009 sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial, de 5% em relação a 2008.

Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) comunicadas esta semana, o PIB alemão crescerá este ano 1,5%. A previsão do governo é levemente inferior (+1,4%).

Já o PIB da França se contraiu 2,2% em 2009, em seu retrocesso mais importante desde 1945, apesar de ter registrado uma alta maior que o previsto (+0,6%) no quarto trimestre.

O retrocesso de 2,2% para todo o ano concorda com as previsões governamentais.

A ministra da Economia, Christine Lagarde, no entanto, elogiou o resultado do quarto trimestre.

No quarto trimestre, o Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE), havia previsto um crescimento de 0,4%, e Christine Lagarde afirmou em várias oportunidades que esperava um pouco mais de 0,3%.

A Itália também registrou uma queda, de 4,9%, de seu PIB em 2009, depois de registrar um retrocesso de 0,2% no quarto trimestre desse ano, segundo uma primeira estimativa do Instituto de Estatísticas (INSTAT).

O retrocesso de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da península no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior representa uma surpresa, já que os economistas esperavam em média um leve crescimento de 0,1%, segundo uma pesquisa realizada pela agência Dow Jones Newswires.

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