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15/02/2010 - 15h51

Brasil propõe que Bachelet trabalhe com Bill Clinton no Haiti

O Brasil sugeriu que a presidente do Chile, Michelle Bachelet, trabalhe com o ex-presidente americano Bill Clinton na coordenação da ajuda internacional ao Haiti, revelou nesta segunda-feira à AFP o secretário-geral da chancelaria brasileira, Antonio Patriota.

"Gostaríamos de incentivar Bachelet a desempenhar um papel em relação ao Haiti", disse Patriota, propondo que ela "trabalhasse com Clinton".

O secretário-geral do Itamaraty destacou o prestígio obtido por Bachelet na presidência do Chile e sua experiência à frente dos ministérios da Saúde e da Defesa.

Clinton, por sua vez, foi designado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para coordenar a ajuda internacional às vítimas do terremoto do dia 12 de janeiro, que deixou 217.000 mortos e devastou a capital haitiana.

Bachelet, que visitará o Haiti no dia 20 de fevereiro, deve entregar a faixa presidencial chilena ao novo presidente eleito, Sebastián Piñera, em 11 de março.

Patriota se encontrou nesta segunda-feira com o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, com quem discutiu a situação no Haiti, as tensões com o Irã e questões bilaterais.

Patriota reafirmou a posição brasileira de que é preciso encontrar uma saída diplomática para as tensões entre o Ocidente e Teerã criadas pela insistência do governo em manter seu polêmcio programa nuclear.

"É preciso preservar os processos diplomáticos e os canais de diálogo e não entrar em uma dinâmica na qual a única opção seja a adesão a uma política de isolamento, como o que aconteceu no Iraque", declarou Patriota à AFP.

"O Irã não é o Iraque, é um país com um peso muito maior e um potencial muito grave de desestabilização", frisou.

Em relação a Honduras, Patriota disse que a normalização das relações entre Brasília e Tegucigalpa depende do que for decidido pela Organização dos Estados Americanos (OEA), organismo regional que mantém Honduras suspensa desde a derrubada do ex-presidente Manuel Zelaya.

"Esperamos um debate na OEA baseado no desenvolvimento da situação em Honduras (...), para ver se existem condições para o restabelecimento da normalidade", afirmou Patriota.

"Enquanto (Honduras) não estiver participando dos trabalhos da OEA é porque não está de acordo com a carta democrática", acrescentou, destacando, por outro lado, "sinais positivos" como "a saída de Zelaya (...), que foi digna".

Além disso, defendeu o papel desempenhado pelo Brasil na crise hondurenha, que "ajudou a ilustrar seu compromisso democrático e a rejeição ao golpismo".

O Brasil aceitou que Zelaya ficasse alojado em sua embaixada em Tegucigalpa durante mais de quatro meses, depois que o ex-presidente retornou clandestinamente do exílio. Zelaya deixou a embaixada em janeiro, no dia da posse do novo presidente eleito, Porfirio Lobo.

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