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17/02/2010 - 16h55

Sarkozy: 'Cabe aos haitianos definir um verdadeiro projeto nacional'

O presidente francês Nicolas Sarkozy, em visita ao Haiti nesta quarta-feira, prometeu 326 milhões de euros (446 milhões de dólares) de ajuda ao país, afirmando ser importante que "os haitianos definam um verdadeiro projeto nacional", após o terremoto de 12 de janeiro.

Na chegada ao aeroporto da capital Porto Príncipe, Sarkozy foi recebido pelo presidente haitiano René Préval, que qualificou a visita como histórica, a primeira de um presidente francês à ex-colônia francesa.

Depois, Sarkozy sobrevoou em um helicóptero, junto com Préval, as áreas da capital mais afetadas pelo tremor, que deixou pelo menos 217 mil mortos e mais de um milhão de desabrigados.

De volta à terra firme, Sarkozy anunciou ao presidente haitiano que a França entregará um pacote de 326 milhões de euros de ajuda ao país, uma soma que compreende o cancelamento de uma dívida de 56 milhões de euros (76 milhões de dólares) com Paris.

"Vamos tomar medidas muito concretas", disse o presidente francês, em uma entrevista coletiva ao lado de Préval nos jardins do palácio presidencial, parcialmente destruído pelo terremoto.

Entre outras coisas, Paris colocará à disposição dos haitianos mil tendas de campanha e 16 mil toldos, que deverão abrigar temporariamente cerca de 200 mil pessoas.

Além disso, 250 veículos para a polícia, assim como ambulâncias e carros de bombeiros serão enviados à capital haitiana.

Na embaixada da França em Porto Príncipe, também parcialmente destruída pelo tremor, o presidente se dirigiu às equipes de socorristas franceses que ajudam a população.

"É papel dos haitianos e só deles decidir um verdadeiro projeto nacional e conduzi-lo, porque trata-se de seu país e de seu futuro", disse Sarkozy.

"Vim dizer ao povo haitiano e a seus governantes que a França permanecerá solidamente ao seu lado para ajudá-los a ficar de pé e a abrir uma nova página feliz de sua história", declarou.

"A França estará à altura de suas responsabilidades, de sua história compartilhada e de sua amizade com o Haiti", acrescentou, mencionando "uma rica, mas também dolorosa história em comum", numa alusão à colonização do país caribenho por parte da França até 1804.

"Não escondamos a cabeça debaixo da terra. Nossa presença aqui não deixou apenas boas lembranças. As feridas da colonização e, talvez ainda, as condições de separação, deixaram marcas que seguem vivas na memória dos haitianos", disse o chefe de Estado francês.

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