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17/02/2010 - 17h57

Zelaya proporá ao Grupo do Rio medidas para evitar golpes de estado

O ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya anunciou nesta quarta-feira que enviará várias propostas à reunião do Grupo do Rio para "dotar de unhas e dentes" a comunidade internacional e evitar que se repitam golpes de Estado na América, como o que sofreu em 2009.

"É necessário dotar a comunidade internacional de unhas e dentes e trabalhar no fortalecimento da democracia para que esta situação não volte a ocorrer", disse Zelaya, em uma reunião com membros do Parlamento Centro-Americano (Parlacen) em Santo Domingo, onde permanece exilado desde o dia 27 de janeiro.

A dissolução de um exército envolvido em um golpe de Estado é um dos mecanismos de sanção que Zelaya submeterá à conferência do Grupo do Rio, que ocorre no México nos dias 22 e 23 de fevereiro, e depois ao Sistema de Integração Centro-Americana (SICA).

O ex-presidente condenou que a cúpula militar de seu país - que estava por trás do golpe - tenha sido reempossada no atual governo de Porfírio Lobo, eleito em novembro em eleições convocadas pelo presidente interino Roberto Micheletti.

Na última terça-feira, o México negou que tenha convidado o governo de Lobo à conferência do Grupo do Rio, porque a Organização dos Estados Americanos (OEA) ainda não decidiu sobre a eventual volta de Honduras ao organismo multilateral.

O país foi suspenso pela OEA em julho de 2009 após o golpe de Estado que tirou Zelaya do poder no dia 28 de junho.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, analisou nesta quarta-feira com o chanceler canadense, Peter Kent, a possibilidade de que o país volte ao organismo regional.

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