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18/02/2010 - 12h58

Chefe da Minustah pede envio de barracas ao Haiti

O chefe da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), Edmond Mulet, pediu nesta quinta-feira à comunidade internacional o envio urgente de barracas para o Haiti para proteger os desabrigados pelo terremoto com a chegada das chuvas.

"O que mais nos preocupa agora é a questão dos abrigos, do teto, agora que chega a estação das chuvas, e a questão da saúde", disse Mulet, que ressaltou "a necessidade de todos trabalharem juntos, os estados membros da União Europeia e outros para levar esses abrigos ao Haiti o mais rápido possível".

No Haiti, há mais de um milhão de pessoas desabrigadas após o sismo de 12 de janeiro que deixou pelo menos 217.000 mortos.

"Precisamos de vasos sanitários, precisamos de barracas, precisamos de lonas para que as pessoas possam se cobrir"; "as chuvas já estão chegando, não acho que vamos conseguir proteger todas estas pessoas no tempo necessário", reconheceu Mulet.

O chefe da Minustah fez um "apelo à Comissão Europeia para que fique ciente de que a fase de ajuda humanitária vai ser necessária durante muito tempo" no Haiti devido à magnitude do terremoto e por ter atingido uma região altamente povoada.

Mulet fez essas declarações em uma coletiva de imprensa após uma reunião com os ministros de Cooperação dos 27 países da União Europeia (UE) em La Granja (centro da Espanha), da qual também participou o administrador da Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID), Rajiv Shah.

Ele também pediu para que se "mude a forma de trabalhar no Haiti". "Nos últimos 10 anos a comunidade internacional não ajudou a fortalecer o Estado" haitiano, "há pouco com o que possamos ficar orgulhosos", lamentou, lembrando que no país não existe nenhum registro civil nem de propriedade, por exemplo.

Para a conferência de doadores, que será realizada em março em Nova York para programar a fase de reconstrução do país, considerou necessária a "distribuição geográfica e temática" da ajuda entre a comunidade internacional.

Por sua vez, a comissária europeia de Cooperação, Kristalina Georgieva, ressaltou que "o financiamento não é um problema" no Haiti, devido à grande quantidade de ajuda fornecida por países e particulares, e sim "a capacidade de absorção" dessas doações pelo país.

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