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18/02/2010 - 18h03

Obama recebe o Dalai Lama e expressa forte apoio à cultura tibetana

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou nesta quinta-feiria "forte apoio" aos direitos humanos tibetanos, bem como à sua identidade linguística única, cultural e religiosa, durante encontro com o Dalai Lama, informou a Casa Branca.

"O presidente declarou seu firme respaldo à preservação da excepcional identidade religiosa, cultural e lingüística e à proteção dos direitos humanos dos tibetanos na República Popular da China", disse o porta-voz, Robert Gibbs.

"O presidente elogiou o 'caminho' seguido pelo Dalai Lama, seu compromisso com a não violência e sua busca de diálogo com o governo chinês", acrescentou Gibbs em comunicado.

"O presidente destacou que tem estimulado consistentemente ambas as partes a empreender um diálogo direto para resolver as diferenças e que se alegrava com a retomada das discussões", afirmou o porta-voz.

"O presidente e o Dalai Lama coincidiram na importância de uma relação positiva e cooperante entre Estados Unidos e China", concluiu.

A China retomou, em janeiro, essas discussões, pela primeira vez, desde novembro de 2008, sem resultados tangíveis.

Numa situação incomum por parte de um visitante desta estirpe, o Dalai Lama dirigiu-se, do exterior da residência, a numerosos jornalistas presentes, ao final do encontro de 45 minutos, e dirigiu-se diretamente a eles.

Ele declarou que sua causa é "justa" e "pacífica" e se disse "muito feliz" depois da reunião com Obama.

"O presidente anunciou seu apoio", declarou ele diante da ala oeste da Casa Branca, uma saída pública, o que deve enfurecer ainda mais as autoridades chinesas, opostas a este encontro.

Segundo Gibbs, "o presidente e o Dalai Lama chegaram a um acordo sobre a importância de uma relação positiva e baseada na cooperação entre os Estados Unidos e a China".

Pequim opõe-se a qualquer contacto entre dirigentes estrangeiros e o líder budista tibetano, de 74 anos que vive no exílio na Índia desde 1959, acusando-o de desígnios separatistas.

Obama havia evitado o Dalai Lama durante uma visita do líder em Washington, em 2009, provocando a irritação dos defensores dos direitos humanos, mas desta vez permaneceu surdo às advertências chinesas.

Todos os presidentes americanos, desde George Bush pai, em 1991, encontraram-se com o chefe espiritual tibetano, que deverá, também, manter uma reunião a portas fechadas com a secretária de Estado Hillary Clinton.

O governo Obama está, por sua vez, determinado a uma relação construtiva com a China sobre um leque de assuntos - da retomada da economia mundial à luta contra as mudanças climáticas.

Mas, desde o começo de 2010, foram tomadas decisões que incomodaram as autoridades de Pequim, como a aprovação de vendas de armas no valor de 6,4 bilhões de dólares a Taiwan, considerada pela China uma província rebelde.

Pequim havia advertido que a visita do Dalai Lama prejudicaria as relações americano-chinesas, mas alguns analistas nos Estados Unidos estimam que os protestos do regime comunista têm mais a ver com a política interna de Pequim; que os dirigentes chineses, assim como Obama, não perdem de vista as vantagens da cooperação entre as duas potências.

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