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19/02/2010 - 11h48

Otan reconhece que levará semanas para controlar Marjah

Seis soldados da Otan morreram em apenas um dia durante a ofensiva militar em Marjah, reduto talibã do sul do Afeganistão, cuja tomada de controle levará cerca de um mês, anunciou nesta sexta-feira a Aliança Atlântica.

Na quinta-feira, três soldados morreram em combates e outros três em explosões de bombas caseiras colocadas pelos talibãs, indicou a Otan em seu último balanço.

A Aliança Atlântica não revelou a nacionalidade dos seis soldados mortos. De Londres, o ministério da Defesa anunciou que dois deles são britânicos.

Na quinta-feira à noite, o general britânico Nick Carter, comandante das forças da Otan no sul do Afeganistão, estimou que serão necessários "entre 25 e 30 dias" para tomar o controle de Marjah, onde as tropas afegãs e internacionais enfrentam a "resistência tenaz" dos rebeldes.

"Em três meses ou algo assim devemos ter uma ideia sobre se teremos sucesso. Mas no momento eu guardaria toda a comemoração", disse o comandante.

Na sexta-feira, sétimo dia da ofensiva, rebeldes e tropas internacionais e afegãs travaram combates intensos.

A Otan explicou em um comunicado que "as operações contra (os insurgentes) continuam e seguimos encontrando resistência, mais em Marjah do que em Nad Ali".

"A situação geral é considerada positiva", acrescentou o comando da Otan em Cabul.

Muitos veículos antiminas chegaram a Marjah, assim como caminhões carregados de material de construção para levantar uma nova base no local, segundo militares.

No fim da semana passada, cerca de 15 mil soldados afegãos e das forças internacionais, principalmente ingleses e americanos, fizeram uma grande ofensiva em Marjah, na província de Helmand, controlada pelos talibãs.

Segundo a BBC, a Otan, apoiando-se em escutas dos talibãs, acredita que começam a faltar munições a eles.

Por outro lado, após o anúncio da captura no Paquistão do Mulá Abdul Ghani Baradar, apresentado como o líder militar dos talibãs afegãos, o Pentágono informou na quinta-feira à noite que outros dois importantes membros talibãs foram capturados.

"Parece que eles perderam dois 'governantes fantasma'", disse à AFP um militar norte-americano. Segundo o jornal New York Times, os presos seriam o Mulá Abdul Salam e o Mulá Mir Mohammed.

Os talibãs criaram uma estrutura paralela (ministros, governadores, polícia e juízes) disposta a assumir a gestão do país em caso de volta ao poder.

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