UOL Notícias Notícias
 

19/02/2010 - 09h57

Tanques cercam palácio presidencial de Níger

A junta militar de Níger espalhou nesta sexta-feira tanques ao redor do palácio presidencial após o golpe de Estado de quinta-feira, condenado pela União Africana (UA), que exigiu um retorno à ordem constitucional em um dos países mais pobres do oeste da África.

Tanques e veículos equipados com metralhadores estavam espalhados pela manhã no bairro do palácio presidencial.

Esta área da capital, Niamey, onde também se encontram ministérios, residências oficiais e o Estado-Maior do Exército, estava praticamente deserta, com exceção das idas e vindas de alguns funcionários.

Por outro lado, nos bairros populares de Dar el-Salam e Lazaret, a situação era quase de normalidade, com muitas pessoas nas ruas.

Após ter derrubado do poder na véspera o presidente Mamadou Tandja, o Conselho Supremo para a Restauração da Democracia (CSDR, denominação oficial do novo grupo) anunciou ter na liderança o comandante do esquadrão Salou Djibo, cuja unidade, fortemente armada, desempenhou papel chave no golpe.

"O governo está dissolvido", afirmou um comunicado assinado por Djibo e lido na televisão estatal por um oficial não identificado.

Da Etiópia, o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, condenou a ação dos militares do país.

"A UA condena sistematicamente qualquer mudança constitucional e a tomada de poder através da força ocorrida no Níger", afirmou Ping, que pediu "o rápido retorno à ordem constitucional".

Ping está em contato direto com o presidente da Comissão da CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) e com outras autoridades internacionais envolvidas, informou a UA.

Os militares de Níger derrubaram Tandja na quinta-feira em enfrentamentos armados que deixaram pelo menos três mortos.

"Neste dia, 18 de fevereiro, nós, as forças de defesa e segurança, decidimos assumir nossa responsabilidade colocando fim à tensa situação política", afirmou o porta-voz da CSDR, o coronel Goukoye Abdoulkarim.

Níger, um dos países mais pobres do mundo apesar de ser o terceiro produtor mundial de urânio, atravessa uma grave crise política desde que o presidente decidiu prolongar seu mandato.

Após 10 anos no poder, Tandja, de 71 anos, dissolveu no ano passado o Parlamento e o Tribunal Constitucional e conquistou o aumento de seu mandato por pelo menos mais três anos em um referendo realizado em agosto.

O coronel Dikibrilla Hima Hamidou, comandante da unidade de elite militar do Níger e ex-membro de outro grupo responsável por um golpe de Estado em 1999, apareceu junto ao porta-voz que anunciou a tomada de poder.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,12
    3,283
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,05
    63.226,79
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host