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20/02/2010 - 19h08

Cuba denuncia e condena reunião de alto funcionário americano com opositores

O governo de Cuba denunciou neste sábado a reunião de uma delegação dos Estados Unidos com opositores, como parte de uma rodada de diálogo sobre a migração realizada em Havana. E qualificou o ato de "provocador", segundo nota oficial.

A chancelaria cubana afirma em comunicado que "uma vez efetuadas as conversações migratórias, a delegação americana convocou dezenas de mercenários (dissidentes) para a residência do chefe da Seção de Interesses Norte-Americanas (SINA).

"Com esta conduta ofensiva em relação às autoridades e ao povo cubano, Washington confirma que seguem em vigor os instrumentos da política subversiva contra Cuba, coloca em evidência sua falta de vontade real para melhorar os vínculos e de deixar para trás as ações de grosseira interferência", completa o texto.

No entanto, o presidente do Parlamento cubano e membro do seleto Birô Político do Partido Comunista (PCC, único), Ricardo Alarcón, disse pouco depois que, apesar da reunião, Cuba defende o diálogo com os Estados Unidos, "não apenas sobre" migração, "mas sobre qualquer assunto, desde que tenham como fundamento o respeito".

O chefe da delegação, Craig Kelly, assistente do secretário de Estado adjunto para a América Latina e mais alto funcionário do governo Obama a viajar a Cuba, encontrou-se com os dissidentes Elizardo Sánchez, Marta Beatriz Roque, Oswaldo Payá, Vladimiro Roca, Felix Bonne, Francisco Chaviano e Juan Almeida, filho do falecido comandante da revolução Juan Almeida e crítico do governo.

Washington demonstrou "novamente que suas prioridades são mais de apoio à contrarrevolução (...) do que de criação de um clima que leve à solução real dos problemas bilaterais", afirmou a chancelaria cubana.

Em visita a Cuba em setembro passado, para falar sobre o reatamento do serviço postal direto, a subsecretária adjunta dos Estados Unidos para a América Latina, Bisa Williams, encontrou-se também com dissidentes cubanos.

Segundo o Departamento de Estado, trata-se de um procedimento normal diplomático americano: encontrar-se "não apenas com membros do governo, mas, também, com a sociedade civil".

E descartou a possibilidade de esse encontro vir a complicar o caso do americano Alan Gross, detido no dia 4 de dezembro e acusado por Cuba de ser um "espião" de Washington, que dotava os opositores de "sofisticados" meios de comunicação.

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