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20/02/2010 - 11h58

Violentos combates em Marjah antes da ação da polícia

Os talibãs resistiam neste sábado às forças internacionais e afegãs em Marjah, um de seus redutos no sul do Afeganistão, onde a polícia afegãs se prepara para entrar.

"Falamos de Marjah há meses e sempre dissemos que seria um combate duro", declarou o capitão Abraham Sipe, porta-voz da infantaria da Marinha mobilizada na província de Helmand.

"Há focos de resistência na cidade, onde os talibãs apresentam grande resistência. E não há dúvida de que teremos uma grande ameaça de minas de fabricação caseira", acrescentou.

No total, 400 policiais devem entrar em ação neste sábado no centro de Marjah, na primeira etapa para o estabelecimento da presença governamental na região, controlada há dois anos pelos talibãs.

Até o momento, 12 soldados estrangeiros morreram na operação Mushtarak (Juntos), que entrou na segunda semana.

De acordo com o porta-voz do governo de Helmand, Daud Ahmadi, apenas um soldado afegão morreu desde o início da operação. Dos 15.000 militares presentes em Marjah, 4.400 são afegãos.

A maioria é de militares americanos e britânicos, mas o comando da Otan apresenta a ofensiva como "dirigida pelas forças afegãs".

Soldados da Otan mataram na sexta-feira por engano um civil afegão por acreditar que ele corria na direção dos militares com uma bomba no distrito de Nad Ali, ao norte de Marjah, anunciou neste sábado a Aliança Atlântica.

Quinze civis morreram na região desde o início da ofensiva, em 13 de fevereiro, segundo Ahmadi.

O general britânico Nick Carter, comandante das forças da Otan no sul do país, afirmou que seriam necessários de 25 a 30 dias para alcançar o controle de Marjah.

Um porta-voz do movimento talibã, Yusuf Ahmadi, negou o uso de civis como escudos humanos, mas admitiu que os guerrilheiros plantaram muitas bombas de fabricação caseira na região.

As bombas prejudicam o avanço das tropas e são a maior causa de mortes entre soldados da Otan no país.

O presidente afegão, Hamid Karzai, que se mostrou discreto desde o início da ofensiva, considerou que o "combate contra os terroristas e contra os que impedem a paz no país deve prosseguir".

Na madrugada deste sábado, o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, anunciou a queda de seu governo, em consequência da divisão sobre a manutenção das tropas no Afeganistão além de agosto de 2010, como deseja a Otan.

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