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21/02/2010 - 17h41

O socorro se organiza numa Ilha de Madeira enlutada

As equipes de socorro se organizavam neste domingo na ilha turística de Madeira, região autônoma de Portugal, depois das chuvas que fizeram pelo menos 42 mortos e dezenas de feridos, mergulhando no caos sua capital, Funchal, devastada por torrentes de lama.

Luto nacional de três dias será decretado a partir de segunda-feira durante reunião extraordinária de ministros, em Lisboa, anunciaram funcionários do governo.

Hoje a chuva parou, deixando lugar, no entanto, a cenas de desolação na sua principal cidade de 100.000 habitantes.

Segundo o mais recente número oficial, ainda provisório, 42 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas, entre as quais, segundo o Foreign Office, "um número limitado" de britânicos, muito presentes entre os cerca de 850.000 turistas que frequentam a "ilha das flores" ao longo do ano.

Segundo as autoridades locais, o número de vítimas poderá ser bem maior, uma vez que numerosas casas e veículos ainda estão debaixo de lama; muitas pontes ruíram e as estradas estão intransitáveis.

Em Funchal, um centro comercial foi totalmente destruído e os bombeiros temem descobrir um número grande de vítimas no estacionamento subterrâneo.

Um necrotério foi instalado perto do aeroporto, onde uma equipe de psicólogos recebe as famílias. "Nem todos os mortos foram identificados", declarou à imprensa o secretário regional de assuntos sociais, Francisco Ramos.

No sábado à noite, o primeiro-ministro José Socrates visitou a ilha, 900 km a sudoeste do continente, e prometeu "toda a ajuda necessária para que Madeira possa iniciar imediatamente as obras de recuperação".

Lisboa enviou também à região uma fragata militar equipada com helicópteros, uma equipe médica e material de resgate.

Ainda neste domingo são aguardados em Funchal cães farejadores e mergulhadores, além de um avião militar C-130, para tentar encontrar eventuais sobreviventes.

Também serão enviados legistas para acelerar o processo de autópsia e permitir o luto das famílias, anunciou o ministro do Interior, Rui Pereira.

A operadora de telefonia Portugal Telecom decidiu enviar em caráter urgente 400 quilos de material a partir de Lisboa para restabelecer as comunicações. No centro da ilha, por exemplo, a localidade de Curral das Freiras e seus 4.000 habitantes permaneciam completamente isolados neste domingo, em consequência da queda das linhas telefônicas.

De acordo com o serviço de defesa civil, 250 pessoas estão desabrigadas e 100 já foram realojadas em um abrigo.

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