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22/02/2010 - 20h37

Afegão recrutado pela Al-Qaeda admitiu plano para fazer explodir metrô de NY

O afegão radicado nos Estados Unidos, Najibullah Zazi, declarou-se culpado, nesta segunda-feira, de planejar um ataque contra o metrô de Nova York no ano passado.

"Queria sacrificar-me para chamar a atenção sobre o que os Estados Unidos estão fazendo contra os civis no Afeganistão", disse Zazi, de 25 anos, ao comparecer ao tribunal federal do Brooklyn presidido pelo juiz Raymond Dearie.

Zazi viveu 10 anos em Nova York antes de se mudar para Denver (Colorado), onde trabalhava como chofer do serviço de ônibus do aeroporto local.

Foi preso em 25 de setembro do ano passado.

Na audiência, ele também se declarou culpado de complô para usar armas de destruição em massa, de conspiração para assassinato, além de providenciar material para apoiar a rede extremista Al-Qaeda - pelo que pode pegar prisão perpétua, sem direito à liberdade condicional.

Zazi relatou no tribunal como, em 2008, havia viajado ao Paquistão para alistar-se no movimento talibã e combater os soldados dos Estados Unidos no Afeganistão.

Mas, em vez de somar-se às fileiras talibãs, foi recrutado pela Al-Qaeda, a rede fundamentalista dos atentados de 11 de setembro de 2001 que causaram 3.000 mortos nos Estados Unidos.

Com as instruções em mãos, recebidas da Al-Qaeda durante seu treinamento, Zazi comprou substâncias químicas, também utilizadas para cosméticos, e viajou de carro até Nova York no começo de setembro passado.

A ideia era realizar "operações mortais contra o metrô de Nova York" no aniversário de 11 de setembro detonando "bombas", explicou Zazi que, logo, depois de uma pergunta do juiz, esclareceu que o plano era colocar várias.

Ao perceber que estava sendo investigado, decidiu desfazer-se do material para fabricar os explosivos e regressar a Denver, mas foi detido.

Segundo o procurador de Justiça americano, Eric Holder, o plano "é uma das ameaças terroristas mais sérias contra nosso país desde 11 de setembro de 2001".

O afegão e seu pai, Mohamed Zazi, de 53 anos, assim como o tio, haviam sido acusados originalmente em um tribunal de Denver por falso testemunho, numa questão vinculada ao terrorismo internacional e nacional.

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