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22/02/2010 - 22h49

Ex-vice-presidente dos EUA Dick Cheney é hospitalizado com dores no peito

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, 69 anos, que possui longa história de problemas cardíacos, foi hospitalizado com fortes dores no peito, informou nesta segunda-feira sua assessoria.

O republicano polêmico "repousa confortavelmente" no Hospital da George Washington University, na capital americana, onde está sendo avaliado seu quadro de saúde.

Médicos do hospital disseram ao canal de televisão NBC que o ex-vice-presidente estava em situação estável.

Aparentemente, ele teria feito uma angiografia para que pudessem ser examinadas suas artérias coronárias, e o resultado mostra que precisa de cuidados, ainda não detalhados.

Cheney já foi vítima de quatro ataques cardíacos desde 1978 e teve marca-passos instalados em 2001. Essa bateria foi substituída em 2007 por novos equipamentos. Além disso, já passou por duas angioplastias e tratamento para regular o ritmo cardíaco.

Em 2005 foi submetido a outra cirurgia - desta vez por causa de um aneurisma arterial.

Domingo passado, Cheney, considerado o principal 'falcão' na presidência Bush, disse que apoiava a técnica de simulação de afogamento para obter informação de suspeitos de terrorismo, e que essa deveria ser aplicada no nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, que tentou fazer explodir um avião, no Natal.

Numa visita de surpresa a uma reunião da Conferência Conservadora para a Ação Política, na quinta-feira passada, disse que Obama seria "presidente de um só período".

Também previu que 2010 "será um grande ano para os republicanos", em referência às eleições legislativas de novembro.

Ele deveria participar na próxima sexta-feira de reunião com o ex-presidente George W. Bush e outros funcionários do governo anterior americano pela primeira vez, desde que deixaram o comando, em janeiro de 2009.

Defende com vigor a administração Bush, de quem é considerado o verdadeiro mentor, estando por trás de decisões importantes.

Entre todos os vice-presidentes da história dos Estados Unidos, é o que teve poderes mais amplos. Organizou com o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, a intervenção militar iraquiana, aproveitando sua experiência como secretário de Defesa durante Guerra del Golfo de 1991, quando a Casa Branca era ocupada pelo governo de George Bush pai.

Segundo seus biógrafos, é na ação que Cheney mais se destaca, como o fez quando nomeado pelo presidente George Bush secretário da Defesa, em março de 1989.

"Quando deve enfrentar um problema imediato e concreto responde de maneira pragmática e inteligente", analisou o jornal californiano Los Angeles Times.

Na madrugada de 17 de janeiro de 1991, lançou a operação "Tempestade do Deserto" contra Bagdá, depois da invasão do Kuwait pelo Iraque.

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