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22/02/2010 - 18h12

Pilotos da Lufthansa suspendem greve e retomam negociações (comunicado)

Cerca de 4 mil pilotos da companhia aérea alemã Lufthansa suspenderam a greve e vão retomar as negociações, informaram o sindicato dos pilotos Cockpit e a empresa nesta segunda-feira em um comunicado.

A greve, que começou também nesta segunda-feira, inicialmente deveria durar quatro dias, mas será finalizada à meia-noite de hoje (20H00 de Brasília), e as conversas deverão começar "imediatamente e sem condições" prévias.

Lufthansa, a maior companhia aérea da Europa em número de passageiros, pediu ao tribunal de Frankfurt que impedisse a greve de pilotos, chamando a ação de "desmedida".

Um funcionário da empresa informou que nesta segunda-feira às 19H00 locais (15H00 de Brasília), a companhia aérea havia realizado 960 voos dos 1.100 previstos. Normalmente, o grupo faz cerca de 1.800 voos diários.

Os pilotos pedem garantias de seus empregos e equiparação salarial da classe para todos os que voos da Lufthansa, incluindo os funcionários das filiais da empresa e os que voam no exterior.

Grupos representando 16 mil tripulantes ameaçavam seguir os pilotos se não conseguirem um acordo com a empresa.

Um contrato salarial com a tripulação expira no dia 28 de fevereiro, mas a companhia aérea não conseguiu fazer uma nova oferta e se recusa a falar, informou Nicoley Baublies do grupo UFO.

A Lufthansa, como outras empresas aéreas, está sofrendo com a agitação do setor aéreo.

O mais atingido pela paralisação foi o aeropoto de Frankfurt, o terceiro maior da Europa, e o de Munique.

Lufthansa Cargo, uma dos maiores transportadores de carga do mundo, e a empresa subsidiária de baixo custo Germanwings também foram afetados, ainda que a Cargo tenha realizado 85% dos voos previstos para o dia.

O porta-voz do Cockpit, Joern Handwergm, disse à AFP que a greve foi "um grande sucesso".

O grupo disse que está tentando defender os termos do contrato assinado com a Lufthansa em 2004.

"Nós temos um contrato e a Lufthansa o está quebrando", ao aumentar o número de voos operados por empresas subsidiárias de baixo custo, explicou Handwerg.

Com a greve anunciada na semana anterior e a companhia avisando os passageiros com antecedência, a situação no aeroporto de Frankfurt estava calma, já que muitos viajantes mudaram seus voos.

Mas alguns fizeram confusão, incluindo a nigeriana Hope Odia, de 41 anos, que está tentando ir para casa para o funeral de seu pai, enquanto seu sobrinho Chester Ade esperava para ver se conseguia algum lugar para ela.

"Isso é terrível", disse Ade à AFP. "O estresse está ficando maior e maior".

Companhias aéreas europeias têm lutado para sobreviver enquanto as empresas de baixo custo caçam clientes, sofrendo com aumento de custos de combustível e com a pior recessão em décadas.

A Lufthansa luta contra a crise operando cada vez mais com voos de suas filiais regionais, como a Cityline, ou estrangeiras como a Swiss ou BMI, cujos custos são menores. O medo do sindicato é que empregos sejam eliminados na Alemanha.

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