UOL Notícias Notícias
 

23/02/2010 - 16h31

Produção de cocaína na América do Sul pode migrar da Colômbia para Brasil e Argentina

A produção potencial total de cocaína na América do Sul caiu 15%, de 994 toneladas em 2007 para 845 toneladas em 2008, mas há o risco de que os laboratórios migrem de países como a Colômbia para outros como o Brasil, se não houver uma atuação conjunta dos países no combate às drogas, indicou nesta terça-feira um relatório oficial.

Segundo o documento, divulgado em Bogotá pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), a produção potencial de cocaína na região em 2008 é a mais baixa desde 2003.

No relatório, a Jife destaca que a Colômbia é o país da região com o maior número de apreensões de cocaína e de laboratórios destruídos.

Mas advertiu que, "se um país aumentar o seu controle para a redução da oferta, mas não trabalhar em conjunto com as outras nações da região, os laboratórios começam a migrar para outros países", como já ocorre.

A respeito dessa questão, Camilo Uribe, membro da Jife, lembrou que houve nos últimos três anos consecutivos um aumento no número de laboratórios, principalmente, em Brasil e Argentina.

O relatório indicou também que estes dois países registraram em 2008 um aumento considerável na quantidade de cocaína apreendida, assim como os países andinos (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela).

O cultivo de coca na Colômbia "caiu (em 2008) para 81.000 hectares, o menor número desde 2004".

O Peru, que registrou um aumento de 4,5% nos cultivos, poderá se tornar em poucos anos o maior produtor de cocaína da região.

Por fim, Uribe alertou que entre 35 e 40% da cocaína que tem como destino a Europa, via África, tem como rota a Venezuela.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,21
    3,129
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h35

    0,04
    76.004,15
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host