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24/02/2010 - 08h44

Lula pede investimentos no Haiti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à comunidade internacional investimentos no Haiti e a facilitação das exportações do país, como forma de ajudar a nação caribenha após o terremoto devastador de janeiro.

"Convidamos os principais sócios comerciais do Haiti a favorecer exportações de produtos haitianos. Apelamos aos empresários e investidores a retomar os planos de investimento no país", escreve o presidente brasileiro em um artigo publicado na edição desta quarta-feira do jornal espanhol El País.

"Passada a atual emergência, o Haiti continuará enfrentando o desafio de gerar uma capacidade produtiva que sustente o desenvolvimento do país", lembra Lula no artigo, que tem como título "O mundo precisa do Haiti".

"Precisam de respostas de longo prazo que permitam aplicar de modo soberano programas de efetivo interesse nacional", destaca o presidente do Brasil, para quem "na Conferência para a Reconstrução do Haiti, em março (nas Antilhas), teremos a oportunidade de mobilizar internacionalmente uma solidariedade renovada".

Lula recorda ainda o progresso haitiano nos últimos anos, especialmente após a criação da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), liderada por Brasília.

"Havia ficado para trás a violência endêmica de Cité Soleil. As indústrias voltaram a produzir, os projetos de recuperação da agricultura avançavam, as escolas estavam cheias de jovens sonhadores", destaca.

"O terremoto de janeiro representou um golpe duríssimo: 220.000 pessoas perderam a vida; grande parte da infraestrutura física de Porto Príncipe ficou destruída. Uma nação que vivia em condições precárias agora enfrenta o desafio da sobrevivência".

Mas Lula, que visitará o Haiti na quinta-feira, se mostra otimista a respeito da recuperação do país.

"O Brasil e a MINUSTAH vão perseverar, pois sabemos que os haitianos não desistirão. É o que nos garantem as incontáveis demonstrações de heroísmo e solidariedade após o terremoto", afirma o presidente, que também cita no artigo a rápida mobilização da sociedade brasileira para ajudar o país caribenho.

Lula recorda que "o povo haitiano segue reconhecendo seus líderes legitimamente eleitos como os verdadeiros condutores da reconstrução do país".

Como conclusão afirma que o Haiti "não se deixará derrotar pela impotência e pelo fatalismo" e que por isto "a comunidade internacional tem a oportunidade e o dever de ajudar para que este milagre se torne realidade".

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