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25/02/2010 - 13h39

Doadores se debruçam sobre a economia iemenita para tentar contra-atacar a Al-Qaeda

Os vizinhos árabes do Iêmen e seus doadores internacionais se reúnem neste final de semana em Riad para tentar retomar um programa de ajuda à capital, Sanaa de bilhões de dólares, considerado crucial para subjugar a ameaça extremista representada pela rede terrorista Al-Qaeda.

A economia do Iêmen, a mais pobre dos países da Península Arábica, não se beneficiou de promessas de ajuda de 4,7 bilhões de dólares feitas em 2006.

O país concentra a atenção do mundo desde que se tornou, nos dois últimos anos, uma base para a Al-Qaeda na Península Arábica, conhecida pela sigla Aqpa.

Este braço da rede de Osama bin Laden, liderado por sauditas e iemenitas, assumiu a mais recente tentativa de atentado, durante o último Natal, contra um avião de carreira americano que voava entre Amsterdã e Detroit.

Foi este episódio que motivou a realização, no final de janeiro, de um encontro internacional em Londres, com a ideia de relançar a ajuda econômica a Sanaa, mas que não deu os frutos esperados.

A reunião de Riad deverá ajudar a definir as verdadeiras necessidades do Iêmen.

Especialistas falam, no entanto, da incapacidade do regime em administrar a ajuda e a relançar a economia, pela natureza centralizada do poder do presidente Ali Abdallah Saleh e pela corrupção, num país em que o desemprego atinge 40% dos iemenitas.

De qualquer forma, técnicos do Conselho de Cooperação do Golfo, CCG, (Arábia Saudita, Bahreen, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuweit e Omã), do Banco Mundial, dos Estados Unidos, do Fundo Monetário Internacional, da Grã-Bretanha, da União Europeia, do Japão e de outros países, participarão sábado e domingo desta reunião que tratará, igualmente, dos entraves à ajuda, segundo o CCG.

"Nada pode ser feito rapidamente" para auxiliar o Iêmen, reconhece Abdelghani al-Iryani, um consultor iemenita independente de ajuda ao desenvolvimento. "O problema de disfunção do governo iemenita é profundo em razão da concentração de poderes", disse ele.

Segundo Christopher Boucek, do Carnegie Endowment for International Peace de Washingtonm os doadores "precisam fixar prioridades".

Os especialistas internacionauis esperam, portanto, poder convencer o CCG a se somar a eles para pedir uma reforma do sistema de governo do Iêmen.

Na reunião poderá sair uma iniciativa do CCG que consiste em abrir seu mercado de trabalho à mão-de-obra iemenita.

"As transferências de trabalhadores são importantes" para o Iêmen, observa Ginny Hill, uma especialista do Iêmen na Chatham House, um instituto de estudos londrino. Ela destaca, porém, que falta qualificação à mão de obra iemenita, o que é exigido pelos países do CCG.

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