UOL Notícias Notícias
 

25/02/2010 - 23h44

Obama afirma que reforma saúde, mesmo sem republicanos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que vai manter sua reforma no sistema de saúde, mesmo sem o apoio dos republicanos, ao final de um longo debate sobre seu projeto para o setor, que está bloqueado no Congresso.

"Não podemos debater durante mais um ano este assunto", disse Obama ao sair do encontro de sete horas com cerca de 40 parlamentares democratas e republicanos, convidados para discutir o projeto.

Obama destacou ter notado durante as discussões alguns pontos de convergência com a oposição, em particular sobre aspectos da reforma envolvendo erros médicos, o mercado dos seguros e o custo da saúde, mas lamentou a persistência de posições "filosóficas" contrárias à reforma.

"Há esforço suficiente para que em um mês, em algumas semanas, em seis semanas, possamos efetivamente chegar a algum lugar?" - perguntou o presidente. "Se não conseguirmos isto, então penso que será necessário avançar e adotar certas decisões, e é para isto que servem as eleições".

"A maior parte dos americanos pensa que um voto por maioria simples é coerente", advertiu o presidente.

Obama precisou revisar sua estratégia para a reforma da saúde - uma das promessas de campanha - após perder a maioria qualificada no Senado, em 19 de janeiro, em eleições legislativas parciais.

Nestas eleições, os democratas perderam a maioria de 60 cadeiras (sobre 100), que permitia o rolo compressor do governo.

Líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell disse ao sair do encontro que ficou muito decepcionada com o resultado". "Penso que está evidente que a maioria, incluindo o presidente, quer seguir com o mesmo projeto de lei", e não terão o apoio "de um republicano sequer".

Outro senador republicano, Jon Kyl, destacou que Obama "não nos escutou, apesar de nos convidar para ouvir nossas propostas". "Com este tipo de aproximação, não será possível se obter um acordo em tempo disponível".

Obama colocou a reforma da saúde como um dos grandes objetivos para o início do segundo ano de seu mandato, e pretende reformar um sistema de saúde caro, que gera um grande déficit e deixa dezenas de milhares de norte-americanos sem cobertura.

Após ser aprovada pela Câmara de Representantes, os senadores adotaram sua própria versão da reforma, mas ambos os textos devem agora ser unificados, um objetivo impossível devido à intransigência dos republicanos, dotados de uma minoria que permite o bloqueio no Congresso.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host