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25/02/2010 - 19h23

Reunião para futuro da reforma da saúde avança nos EUA

Democratas e republicanos discutiam nesta quinta-feira em frente às câmeras de televisão a reforma da saúde, em uma reunião convocada pelo presidente Barack Obama para tentar destravar no Congresso seu principal projeto de governo.

"Espero que (a reunião) não seja um espetáculo político para criticarmos diante das câmeras", disse Obama ao realizar a reunião em Blair House, residência próxima à Casa Branca onde ficam habitualmente os hóspedes do presidente.

Obama pediu aos políticos que se concentrem nos mesmos pontos de vista do acordo, em vez de se focarem nas divergências.

"Nós todos sabemos que isto é urgente, e infelizmente no ano passado ocorreu uma batalha muito ideológica, muito partidária, e penso que a política acabou suprimindo o sentido comum", acrescentou.

Obama colocou a reforma da saúde como um dos grandes objetivos para o início do segundo ano de seu mandato, e para isso convocou a reunião - que pode se prolongar por seis horas - na qual rapidamente afloraram as diferenças.

O presidente e o republicano Lamar Alexander debateram sobre o custo da reforma. "Estou bastante seguro de que não tenho culpa", disse, ao pedir ao senador que não o interrompesse.

A Casa Branca dividiu as discussões em quatro temas, e cada um deles será apresentado por altos funcionários do governo, enquanto Obama, o vice-presidente Joe Biden e a secretária de Saúde, Kathleen Sebelius conduziam os debates.

Os pontos são: o controle de custos, a reforma da saúde, a redução do déficit e a extensão da cobertura do seguro-saúde, segundo um funcionário da Casa Branca.

Todos eles correspondem às grandes linhas do projeto de reforma divulgado na segunda-feira pela presidência.

Obama pretende reformar um sistema de saúde caro, que gera um grande déficit e deixa dezenas de milhares de norte-americanos sem cobertura. O presidente precisou revisar sua estratégia após perder a maioria no Senado, no dia 19 de janeiro, após as eleições legislativas parciais.

Após ser aprovada pela Câmara de Representantes, os senadores adotaram sua própria versão da reforma, mas ambos os textos devem agora ser unificados, um objetivo impossível devido à intransigência dos republicanos, dotados de uma minoria que permite o bloqueio no Congresso.

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