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26/02/2010 - 09h45

França considera inaceitável apelo de Kadhafi à guerra santa contra a Suíça

A França considerou "inaceitáveis" os apelos do máximo dirigente da Líbia, Muammar Kadhafi, à guerra santa muçulmana - jihad - contra a Suíça e estima que os dois países devam resolver suas diferenças através da negociação, informou nesta sexta-feira o ministério francês das Relações Exteriores.

"Tais propostas são inaceitáveis. É pela negociação que a diferença entre a Líbia e a Suíça deve ser solucionada", disse o porta-voz do Quai d'Orsay, ministério das Relações Exteriores, Bernard Valero, durante entrevista à imprensa, em resposta a uma questão sobre o apelo à guerra santa contra a Confederação Helvética.

"Apoiamos os esforços empreendidos pela presidência da União Europeia a respeito", destacou Valero.

Muammar Kadhafi convocou na quinta-feira a jihad contra a Suíça, devido à proibição da construção de minaretes no país, aprovada por referendo no final de novembro por quase 60% da população.

As relações entre a Suíça e Trípoli se deterioram a partir de julho de 2008 em Genebra, quando foi apresentada uma queixa de duas domésticas contra um filho do coronel Kadhafi, Hannibal, acusando-o de maus-tratos.

Pouco depois, as autoridades líbias detiveram dois suíços por "permanência ilegal" e "exercício de atividades econômicas ilegais". Um deles foi liberado segunda-feira, mas o outro cumpre pena de quatro meses de prisão em Trípoli.

Membro do espaço Schengen, a Suíça colocou em prática uma política restritiva em matéria de concessão de vistos Schengen a cidadãos líbios. Esta medida provocou cólera em Trípoli, com seu governo decidindo, no dia 14 de fevereiro, fazer o mesmo com os europeus.

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