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26/02/2010 - 09h21

UE considera 'inoportuna' convocação de jihad contra a Suíça por Kadhafi

A convocação do líder líbio Muammar Kadhafi para uma jihad contra a Suíça ocorre "em um momento inoportuno" enquanto os esforços estão concentrados em resolver divergências entre Trípoli e Berna, considerou nesta sexta-feira o porta-voz da chefe da Diplomacia da UE Catherine Ashton.

Se eles estão bem exatos, "são comentários pouco habituais", que "chegam em um momento inoportuno quando a União Europeia trabalha intensamente com a Suíça para alcançar uma solução diplomática" para a crise entre a Suíça e a Líbia, considerou Lutz Güllner durante uma entrevista coletiva à imprensa.

O líder líbio Muammar Kadhafi convocou na quinta-feira uma "jihad" (guerra santa) contra a Suíça pela proibição feita pela Confederação Helvética de que sejam construídos minaretes no país, decisão tomada após um referendo no final de novembro.

As relações entre a Suíça e Trípoli se deterioraram após o interrogatório feito com um dos filhos do coronel Kadhafi, Hannibal, em julho de 2008 em Genebra, sobre uma queixa de duas domésticas que o acusavam de maus tratos.

Pouco depois, as autoridades líbias prenderam dois suíços, que foram julgados por "permanência ilegal" e "exercício de atividades econômicas ilegais". Um deles foi libertado na segunda-feira, mas o outro é mantido detido na Líbia e cumpre uma pena de quatro meses de prisão.

Membro do espaço Schengen, a Suíça estabeleceu uma política restritiva em matéria de concessão de vistos Schengen a cidadãos líbios. Esta medida provocou a ira da Líbia, que decidiu em 14 de fevereiro fazer o mesmo com os europeus, provocando a intervenção das capitais europeias no conflito.

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