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28/02/2010 - 14h01

Chefe militar do ETA é detido na França

A cúpula do ETA sofreu um novo golpe neste domingo, com a prisão de seu chefe militar em uma operação na França, na qual também foram detidos dois outros importantes membros do grupo separatista basco.

Ibon Gogeascoechea Arronategui, de 54 anos, detido neste domingo junto com dois outros membros do ETA em Cahan, na Normandia (noroeste da França), foi apresentado pelo governo espanhol como "chefe militar" e "dirigente máximo" da organização.

Duas pistolas, um revólver, documentos falsos, uma pequena quantidade de explosivos, dinheiro e computadores foram apreendidos durante a operação, realizada em conjunto pela polícia francesa e a guarda civil espanhola e que continua na tarde deste domingo.

É uma operação "de grande importância", declarou em Madri Alfredo Pérez Rubalcaba, ministro do Interior espanhol.

As prisões representam um novo golpe para a direção do grupo separatista, que já havia sofrido com a captura do então chefe militar Garikoitz Aspiazu, o "Txeroki", em novembro de 2008, e de seus sucessores Aitzol Iriondo, em dezembro de 2008, e Jurdan Martitegui, em abril de 2009.

Desde o começo do ano, 32 supostos membros do ETA já foram detidos em Espanha, França e Portugal.

"O ETA viveu os dois piores meses de sua história", comemorou o ministro, indicando que além dos 32 detidos, o movimento "perdeu explosivos e uma base logística em Portugal". Agora, acrescentou, seu "atual dirigente máximo" está preso.

As outras duas pessoas detidas em Cahan "faziam parte de um comando" que recebia "suas últimas instruções" para executar atentados. Ainda de acordo com Rubalcaba, ambos apresentam "perfis muito complementares".

Um deles é Beinat Aguinalde Ugartemendia, de 26 anos, suposto autor de dois assassinatos reivindicados pelo ETA> o de Isaías Carrasco, ex-vereador socialista morto a tiros poucos dias antes das eleições legislativas de março de 2008, e o de Ignacio Uría Mendizábal, empresário basco morto em dezembro de 2008.

O outro suspeito preso, Gregorio Jiménez Morales, de 55 anos, fazia parte de um comando do ETA acusado de transportar mísseis para tentar matar o então presidente espanhol José María Aznar, em 2001.

Segundo fontes judiciais francesas, os três homens foram detidos em uma residência rural onde viviam, localizada depois que um carro foi queimado próximo à casa.

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