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28/02/2010 - 22h10

Chile e Haiti enfrentaram condições diferentes em terremotos

As condições e a localização dos terremotos que atingiram Chile e Haiti explicam porque um abalo muito superior, como o chileno, causou um número mínimo de vítimas em relação ao fenômeno que devastou o Haiti, em janeiro passado.

Até o momento, o terremoto do Chile, de 8,8 graus, deixou 708 mortos, enquanto o tremor no Haiti, de 7,7 graus, matou mais de 220 mil pessoas.

No Chile, o abalo da madrugada de sábado passado teve seu epicentro a 115 km da cidade de Concepción e a 325 km de Santiago, mas no Haiti o epicentro foi a 25 km de Porto Príncipe, a capital do país.

No Haiti, a pouca profundidade do tremor, a cerca de 10 km da superfície, multiplicou a violência das vibrações e amplificou os danos no solo. Já no Chile, o epicentro foi cerca de 35 km sob o oceano, o que reduziu o impacto, mas produziu um tsunami.

"Mas a diferença não se deve apenas ao epicentro do tremor, já que o Chile está muito melhor preparado que o Haiti para enfrentar qualquer abalo desta intensidade", disse à AFP Roger Bilham, professor de geologia da Universidade do Colorado.

O Chile se encontra em uma das zonas de maior atividade sísmica do mundo, na convergência de duas grandes placas tectônicas, o que provoca abalos de 8 graus a cada dez anos, aproximadamente, mas o Haiti não sofria um terremoto tão catastrófico na região de Porto Príncipe há 240 anos.

Precisamente no Chile ocorreu em 22 de maio de 1960 o maior terremoto já registrado, o abalo de Valdivia, de 9,5 graus, que matou 2 mil pessoas.

Segundo a empresa americana EQECAT, especializada na avaliação de riscos, as normas chilenas de construção "minimizaram o potencial de destruição" do terremoto.

A organização Architecture for Humanity estimou que os efeitos do terremoto no Chile "foram muito menores que no Haiti (...) sem dúvida devido ao estado de preparação do país, incluindo as normas de construção...".

"Se um prédio cai durante um terremoto é porque foi fortemente sacudido ou porque foi mal construído", resumiu o professor Roger Bilham. "No Haiti, os prédios eram muito frágeis. Quem os construiu, há 20 ou 30 anos, fez túmulos para seus ocupantes".

Em Porto Príncipe, onde vivem dois milhões de habitantes, apenas dois prédios foram construídos para enfrentar terremotos, e ambos resistiram ao abalo de 12 de janeiro.

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