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01/03/2010 - 16h13

Cinco chefes do ETA detidos em menos de dois anos

Cinco chefes da organização separatista armada basca ETA foram presos na França nos últimos dois anos, o último, Ibón Gogeascoechea, de 54 anos, foi detido na região da Normandia (norte da França) no domingo, junto com outros dois supostos membros do grupo.

A eles somam-se mais de cem ativistas detidos em 2009 e 32 neste ano, no momento em que as polícias espanhola e francesa trabalham intensamente contra a ETA, sobretudo depois do fim da última trégua da organização, em junho de 2007. Desde então, a ETA matou nove pessoas.

-Javier López Peña, codinome "Thierry": Foi detido aos 49 anos, em maio de 2008, em Bordeaux (sudoeste da França). As autoridades espanholas o definiram então como o homem que tinha "mais peso político e militar dentro da ETA".

-Garikoitz Aspiazu, codinome "Txeroki": Detido em novembro de 2008, aos 35 anos, em Cauterets (sul da França), era considerado pelas forças espanholas e francesas "o maior dirigente do grupo e responsável de sua facção militar".

É considerado o cérebro do atentado de dezembro de 2006 no aeroporto de Madri, onde morreram dois equatorianos, em plena trégua da organização.

-Aitzol Iriondo, codinome "Gurbitz": Detido apenas um mês depois de "Txeroki", em dezembro de 2008 em Gerde (sudoeste da França), aos 31 anos, era "supostamente o substituto do chefe militar e número um da ETA", segundo o ministro espanhol do Interior. Além disso, foi vinculado ao assassinato de dois guardas civis espanhóis em Capbreton (França) em dezembro de 2007.

-Jurdan Martitegui: Detido em abril de 2009, aos 28 anos, na cidade de Montauriol (sudoeste da França), era considerado o "principal responsável pela estrutura militar da ETA".

-Ibón Gogeascoechea Arronategui: De 54 anos, foi detido no domingo junto com outros dois supostos membros da ETA em Cahan, na região da Normandia (norte da França). Segundo o governo espanhol, era o "chefe militar" e atual "autoridade máxima" da organização.

Vários meios de comunicação espanhóis, que citam fontes da investigação, apontam Mikel Carrera como novo chefe militar após a prisão de domingo.

A ETA, considerada uma organização terrorista pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos, é responsável por 828 mortes desde a sua criação, há 40 anos, para pedir a independência do País Basco.

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