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01/03/2010 - 23h38

Kirchner pega reservas do Banco Central para pagar dívida

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, obteve nesta segunda-feira a transferência de 6,5 bilhões de dólares das reservas do Banco Central para pagar vencimentos da dívida em 2010, apesar dos obstáculos interpostos pela Justiça e pela oposição, informou um funcionário da autoridade monetária.

"Já foram transferidos os fundos. O diretório do Banco Central foi notificado dos (dois) decretos da presidente, dispôs a criação de duas contas do Tesouro Nacional e transferiu os fundos", disse o funcionário, que pediu para não ser identificado.

Ao abrir hoje as sessões ordinárias legislativas, Kirchner anunciou a anulação do polêmico decreto que criava o chamado Fundo do Bicentenário, de 6,5 bilhões de dólares, para pagar a dívida com reservas e que havia provocado uma crise institucional em janeiro passado.

Simultaneamente, a presidente informou dois novos decretos, criando dois fundos para o pagamento da dívida em 2010, um de 2,187 bilhões de dólares, destinado aos organismos multilaterais, e outro de 4,382 bilhões, para pagar os credores privados.

As reservas do Banco Central argentino eram hoje de 47,7 bilhões de dólares, segundo o funcionário.

O Fundo do Bicentenário havia recebido duras críticas da oposição, que esperava debater a questão esta semana, com a nova composição do Congresso, onde o governo não tem mais maioria absoluta.

O pagamento aos organismos multilaterais será feito por decreto ordinário, sem passar pelo Parlamento, enquanto a ordem para saudar a dívida com os credores privados está em um decreto de "necessidade e urgência", que deverá ser ratificado pelo Congresso.

O Fundo do Bicentenário foi alvo de uma série de decisões adversas da Justiça argentina e enfrentou a oposição aberta do então presidente do Banco Central, Martín Redrado, substituído por Mercedes Marcó del Pont, que tem estreita relação com Kirchner.

O deputado Federico Pinedo, do PRO, disse que a oposição vai tentar impedir o uso das reservas agindo no Parlamento, mas não descartou recorrer à Justiça.

"O default segue sendo um dos principais problemas que afetam a Argentina em matéria de financiamento", lembrou Kirchner.

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