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02/03/2010 - 18h16

Viúva de Habyarimana detida na França

Agathe Habyarimana, 67 anos, viúva do presidente ruandês assassinado em abril de 1994, Juvenal Habyarimana, foi detida brevemente nesta terça-feira perto de Paris a pedido do governo de Ruanda, que reclama a extradição por envolvimento no planejamento do genocício de Ruanda.

Na tarde desta terça-feira, Habyarimana foi posta em liberdade sob controle judiciário na expectativa de comparecer à Corte de Apelação de Paris que estuda a solicitação feita pelo governo de Kigali.

Havia sido expedido contra ela um mandato de prisão internacional emitido pelas autoridades ruandesas.

Agathe Habyarimana, que foi retirada do país por militares franceses poucos dias depois do início do genocídio, mora na França desde 1998.

Segundo os acusadores, Agathe integrava o "akazu", o primeiro grupo de pessoas ligadas ao poder que estimulou o genocídio, o que ela nega.

O atentado contra o avião no qual viajava o marido dela em 6 de abril de 1994 é considerado o elemento que desencadeou o genocídio, que deixou 800.000 mortos, essencialmente tutsis, segundo a ONU.

A prisão aconteceu cinco dias depois da visita do presidente Nicolas Sarkozy a Kigali, a primeira de um chefe de Estado francês a Ruanda desde o genocídio e que selou a reconciliação entre os dois países após três anos de divergências.

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