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03/03/2010 - 13h01

Iraque registra forte aumento das vítimas da violência, às vésperas das eleições

O número de iraquianos mortos em fevereiro em atos de violência foi quase o dobro em relação a janeiro, segundo as autoridades - praticamente às vésperas das eleições legislativas deste domingo, 7 de março, as segundas realizadas no país, desde a derrubada de Saddam Hussein em 2003.

Segundo dados dos ministérios da Saúde, do Interior e da Defesa, morreram em fevereiro 352 iraquianos (211 civis, 45 policiais e 96 soldados). Esta cifra significa um aumento de 80 por cento em relação a janeiro, quando os mortos chegaram a 196, e de 40 por cento se comparado a fevereiro de 2009.

No total de 684 feridos, 414 são civis, 155 policiais e 115 militares.

A mais recente onda de violência ocorreu a quatro dias do pleito, considerado crucial para o futuro do Iraque: três atentados suicidas nesta quarta-feira, coordenados e com a marca da Al-Qaeda deixaram 33 mortos e 55 feridos ao norte de Bagdá.

Paralelamente, 52 insurgentes morreram e 661 foram detidos, segundo as autoridades iraquianas.

O conselheiro nacional de Segurança iraquiana, Safa Hussein, declarou à AFP que as forças de segurança descobriram e evitaram pelo menos 10 atentados com carro-bomba em fevereiro.

A maioria estava programada para realizar-se em Bagdá, causando "inumeráveis danos", disse.

Além disso, Hussein estimou que um período sem governo, como o que viverá sem dúvida o Iraque na etapa pós-eleitoral, em meio a longas negociações, permitirá à Al-Qaeda aproveitar o vazio do poder para cometer ataques.

Com efeito, os analistas estimam que, depois das eleições, o Iraque tardará semanas, e inclusive meses, a ter um governo. O grande número de chapas e a divisão do campo xiita fará que nenhum partido tenha uma vitória clara, pelo que as negociações para formar um gabinete levarão tempo.

Nas eleições de dezembro de 2005, os três candidatos mais votados demoraram tres meses a chegar a um acordo.

A etapa de transição "é período favorável aos terroristas", estimou Hussein.

O conselheiro de Segurança iraquiana diz que se prepara para viver "tempos difíceis".

Embora debilitada em relação aos anos precedentes, a Al-Qaeda pode, no entanto, partir para fortes golpes, como o demonstra a série de cruentas ações cometidas nos últimos meses contra instituições iraquianas da capital.

No começo de fevereiro, uma série de ataques contra xiitas por ocasião de uma peregrinação religiosa deixou mais de cem mortos.

"A Al-Qaeda tenta influenciar o processo (eleitoral) em seu conjunto, mas achamos que já não tem capacidade para alcançar seus objetivos", afirmou Hissein.

Em relação às tropas americanas no total, 4.380 soldados americanos morreram no Iraque desde a invasão de 2003, segundo balanço estabelecido pela AFP a partir de dados do portal independente icasualties.org.

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