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04/03/2010 - 12h10

Alemanha condena muçulmanos que planejavam segundo 11/9

Quatro muçulmanos acusados de planejar atentados com bomba contra alvos americanos na Alemanha, que teriam provocado um "monstruoso banho de sangue" segundo o juiz, foram condenados nesta quinta-feira a penas de cinco a 12 anos de prisão por um tribunal de Dusseldorf, oeste da Alemanha.

"Se os acusados tivessem conseguido executar o que planejavam, isto teria levado a um monstruoso banho de sangue, principalmente entre os militares americanos, e también entre os civis", declarou o presidente da corte, Ottmar Breidling.

Segundo o magistrado, os acusados queriam executar na Alemanha "um segundo 11 de setembro de 2001", em uma referência aos atentados deste dia em Nova York e Washington.

Os quatro acusados admitiram que planejaram atacar em outubro de 2007 instalações militares americanas e prédios diplomáticos, fundamentalmente, para protestar contra a intervenção ocidental no Afeganistão.

Dois alemães convertidos ao islamismo, Fritz Gelowitz, 30 anos, e Daniel Schneider, 24, foram condenados a 12 anos de prisão, em um processo considerado um dos mais importantes na área do terrorismo na Alemanha desde os atentados cometidos pela Fração do Exército Vermelho, um grupo de extrema esquerda, nos anos 70-80.

O turco Adem Yilmaz, 31 anos, foi condenado a 11 anos de prisão e o alemão de origem turca Atilla Selek, 25, a cinco anos por ter ajudado os três réus.

Os quatro admitiram que pertenciam à União da Jihad Islâmica, uma organização uzbque vinculada à Al-Qaeda. Também confessaram ter planejado atentados em outubro de 2007, para protestar contra a presença das tropas ocidentais no Afeganistão.

"Há muitos homens jovens influenciáveis e homens que já foram afastados do caminho correto, dispuostos a matar em nome da noção de jihad (a guerra santa islâmica)", destacou o juiz Breidling.

"O islamismo violento penetrou em nossa sociedade e virou os homens contra ela", acrescentou.

A acusação havia solicitado penas de cinco anos e medio a 13 anos de prisão; a defesa pedia penas leve pela colaboração dos indiciados com as autoridades.

Os muçulmanos pretendiam atacar a base militar americana de Ramstein, assim como casas noturnas, restaurantes e aeroportos na Alemanha. Eles pretendiam iniciar os atentandos na véspera de uma votação parlamentar, em 12 de outubro de 2007, sobre a prorrogação da missão militar da Alemanha nas operações no Afeganistão.

O caso ficou conhecido como Sauerland, nome da região do oeste da Alemanha onde três dos acusados foram presos em setembro de 2007 com 410 quilos de explosivos, uma quantidade 100 vezes superior às cargas utilizadas nos atentados de Londres, que mataram mais de 50 pessoas em 2005.

Atilla Selek, acusado de ter fornecido os detonadores, foi preso na Turquia em novembro de 2007 e extraditado para a Alemanha um ano depois.

As autoridades alemãs acompanharam os acusados e interceptaram as conversações durante meses, antes de efetuar as prisões.

O caso provocou comoção, pois são indivíduos nascidos na Alemanha, mas que planejaram atentados que teriam devastado o país.

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